Pacote de R$ 76,1 milhões para a cultura é anunciado pelo governo do RS; veja as áreas contempladas

Segundo o governador Eduardo Leite, o montante é superior ao que foi injetado no estado nos últimos oito anos somados


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Foto: Felipe Dalla Valle / Palácio Piratini

O governo do Rio Grande do Sul anuncinou, nesta terça-feira (17), um pacote de investimento na área cultural de mais de R$ 76,1 milhões. Segundo o governador Eduardo Leite, o montante é superior ao que foi injetado no estado nos últimos oito anos somados.

“Estamos falando de um investimento completo. Desde o patrimônio a ser preservado a uma politica de editais que vai gerar emprego e renda, promovendo diversidade e inclusão. Não é sobre impor uma visão de mundo, mas instigar as pessoas para que a gente avance do ponto de vista civilizatório, de entendimento das diferenças”, diz.

Além das verbas, Leite citou a mudança de sede do Museu de Arte Contemporânea para o 4º Distrito de Porto Alegre e o fomento ao Instituto Estadual de Cinema. Em seu discurso, o governador criticou o governo federal por não investir no setor, especialmente no cinema brasileiro.

“O RS tem uma cultura de cinema. Tem equipes técnicas, profissionais que se mobilizam em torno do cinema. Não é por acaso que vemos, por parte do governo central, a hostilidade com a cultura, porque é na cultura que se expressa também a capacidade crítica em momentos dramáticos que a humanidade viveu e estamos, no Brasil, vivenciando nos arroubos antidemocráticos que se visualiza nacionalmente”, disse o governador.

Adido cultural do RS, o músico César Oliveira enfatizou a necessidade do investimento na manutenção da identidade gaúcha.

“O que estamos presenciando é a preservação da alma do nosso povo, a preservação do que temos de mais valioso”, frisou.

Patrimônio cultural – R$ 35,1 milhões
Os R$ 35,1 milhões serão divididos na qualificação, preservação e recuperação de equipamentos culturais em todo o estado. Ao todo, 22 museus, parques, bibliotecas e institutos serão beneficiados:

Casa de Cultura Mario Quintana – R$ 2,05 milhões
Museu da Comunicação Hipólito José da Costa (MuseCom) – R$ 72 mil
Museu Júlio de Castilhos – R$ 667 mil
Museu do Carvão – R$ 3,5 milhões
Memorial do RS – R$ 478 mil
Museu Antropológico do RS – R$ 162,1 mil
Museu Arqueológico do RS – R$ 1,515 milhão
Arquivo Histórico do RS – R$ 104 mil
Museu de Arte do RS (Margs) – R$ 600 mil
Museu de Arte Contemporânea do RS (MACRS) – R$ 3,16 milhões
Museu Histórico Farroupilha – Piratini – R$ 532,1 mil
Parque Histórico General Bento Gonçalves – Cristal – R$ 1 milhão
Biblioteca Pública do Estado – R$ 2 milhões
Biblioteca Romano Reif – R$ 50 mil
Biblioteca Leopoldo Boeck – R$ 30 mil
Instituto Estadual do Livro (IEL) – R$ 480 mil
Instituto Estadual de Música (IEM) – R$ 155 mil
Instituto Estadual de Cinema (Iecine) – R$ 1 milhão
Instituto Estadual e Artes Visuais (Ieavi) – R$ 300 mil
Instituto Estadual de Artes Cênicas (Ieacen) – R$ 200 mil
Teatro de Arena – R$ 60 mil
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae) – R$ 16,75 milhões

Fundo de apoio à Cultura – R$ 30 milhões

O governo do RS espera, até 2022, viabilizar R$ 30 milhões em editais nos eixos de mídia, artes, patrimônio e criações funcionais.

FAC Patrimônio | R$ 3 milhões: Memória e Patrimônio, Museus e Diversidade Linguística
FAC Expressões Culturais | R$ 2 milhões: Culturas Populares e Artesanato
FAC Visual | R$ 1,5 milhão: Artes Visuais
FAC das Artes de Espetáculo | R$ 8 milhões: Circo, Dança, Música e Teatro
FAC Publicações | R$ 1,5 milhão: Livro, Leitura e Literatura
FAC Filma RS | R$ 12 milhões: Audiovisual
FAC Territórios Criativos | R$ 2 milhões: Criações funcionais (design, serviços e novas mídias)

Fundação Theatro São Pedro e Multipalco – R$ 7,5 milhões

Verba destinada ao teatro e ações do Multipalco.

Fospa – R$ 3,1 milhões

Verba destinada à Fundação Orquestra Sinfônica de Porto Alegre.

RS Criativo – R$ 400 mil

O governo pretende investir na capacitação de 15 mil empreendedores criativos até 2022, para que gerenciem e inovem nessas áreas, a fim de atrair e reter a economia criativa no estado. Fonte: G1

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