Padrasto confessa responsabilidade pela morte de menino de 3 anos, em Taquari: “Foi por motivos banais”, diz delegado

Homicídio ocorreu após homem espancar criança, que morreu no caminho do hospital


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Delegado Augusto Cavalheiro Neto (Foto: Caroline Garske / Arquivo)

O padrasto de 25 anos do menino João Vicente de Vargas, de 3 anos, confessou para a Polícia Civil a responsabilidade pela agressão e morte da criança na noite desta quinta-feira (3), em Taquari. Conforme o delegado titular da Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (Dppa) de Lajeado, Augusto Cavalheiro Neto, análise médica apontou que o menino apresentava diversos hematomas e marcas de agressões, o que foi crucial para que ele fosse a óbito. “Foi por motivos banais. Ele alegou que a criança chorava, porque fez xixi no momento em que ele não achava conveniente. São motivações inaceitáveis em se tratando de criança. Com base nisso, realizamos a prisão em flagrante por homicídio duplamente qualificado e por motivo torpe”, afirma o delegado Cavalheiro.


ouça a entrevista

 


A Polícia Civil de Lajeado solicitou ao Judiciário a prisão preventiva do responsável pelo crime até o julgamento. O caso passa a ser investigado pelo delegado Dinarte Marshall Júnior, titular da Delegacia de Polícia de Taquari.

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O fato aconteceu no Bairro Boa Vista II, em Taquari. Após ser agredido pelo padrasto o menino de 3 anos de idade, morreu a caminho do Hospital São José. O médico plantonista atestou, em laudo, múltiplas lesões no rosto, orelha, abdômen, pelve, membros inferiores e superiores. A mãe relatou que havia deixado a criança com o padrasto, em casa, e ao retornar, encontrou a vítima deitada no quarto.

O menino foi levado ao hospital com a ajuda de um vizinho, contudo, já chegou sem vida. O autor foi encontrado e preso pela Brigada Militar na casa de sua mãe. CC


1 comentário

  1. É o fim dos tempos. Depois digo: “sou contra bater com varinha em criança”. E reitero. É super necessário que a palmada seja criminalizada. Onde já se viu agredir um ser tão frágil e inocente? Que a justiça seja feita.

    E mais…

    Será que isso foi o estopim de outras agressões? E a mãe? Oi?
    Nesta história, além do padrasto, o contexto diz respeito não apenas as atitudes dele.

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