Pais de Cruzeiro do Sul não querem que seus filhos dividam ônibus com estranhos

Transporte escolar e coletivo é realizado de forma conjunta, desde a última segunda-feira (14). "Não ficamos tranquilas sabendo que nossos filhos estão com estranhos no ônibus", diz Sandra Ávila


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Foto: Joel Alves

Desde a última segunda-feira (14), o transporte escolar passou a anexar o transporte coletivo em Cruzeiro do Sul. Com esta junção, os pais que moram nos Bairros Cascata e Linha Primavera organizaram um manifesto na Câmara de Vereadores, ligaram para o secretário de transporte e fizeram um protocolo na prefeitura pedindo que seus filhos não dividam o ônibus com pessoas fora do círculo escolar.

“Não ficamos tranquilas sabendo que nossos filhos estão com estranhos no ônibus”, fala Sandra Ávila. Mãe de uma filha de sete anos, estudante da Escola Municipal de Ensino Fundamental Jacob Sehn, no Bairro Glucostark.

Mães procuraram a reportagem da Rádio Independente (Foto: Joel Alves)

Aline Mallmann, moradora do Bairro Cascata, mãe de uma menina de sete anos, diz que além de haver a junção de crianças e adultos no mesmo ônibus, ele estaria rodando com passageiros além de sua capacidade máxima.

“Na terça-feira (15) tinham oito pessoas de pé no ônibus, entre elas, as crianças”, lamenta Aline.


ouça a reportagem com as mães


 

A reportagem procurou o Secretário de Administração e Finanças de Cruzeiro do Sul, Wolmir Dullius, e em entrevista salientou que este procedimento adotado pelo poder público está amparado em lei.

“A lei nos diz que devemos fornecer o transporte escolar, mas não nos obriga a colocarmos um ônibus exclusivo. Este sistema de transporte misto é utilizado em muitos lugares e não conheço relatos de descontentamento”, fala o Secretário Dullius.

O secretário também informa que este sistema foi adotado para auxiliar os trabalhadores que precisam de transporte público, já que o número de usuários deste sistema diminuiu consideravelmente.


ouça a reportagem com o secretário


 

Táscia Schmidt, salienta que não pode concordar que crianças dividam o espaço com pessoas desconhecidas e ainda viagem de pé.

“Estou levando minha filha para a escola porque tenho medo que alguma coisa aconteça”, diz ela.

Além de procurarem a prefeitura e câmara de vereadores, os pais encaminharam um pedido de ajuda ao Ministério Público, que já solicitou a presença da administração municipal e deu ao poder público dez dias para que levassem o MP um parecer dos acontecimentos.

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