Pandemia de coronavírus já adiou 47 eleições em todo o mundo

Especialistas defendem que ainda há tempo para decidir sobre a necessidade de adiamento das Eleições 2020 no Brasil.


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Foto: Divulgação / Ilustrativa

Diante do agravamento da pandemia do coronavírus pelo País e das medidas de restrição de deslocamento e de aglomeração impostas, vieram à tona propostas de adiamento das eleições municipais, previstas para outubro deste ano. Não é somente no Brasil que esse tema vem gerando discussões. Segundo dados do IDEA (Institute for Democracy and Electoral Assistance), entre o dia 1º de março e o começo do mês de abril, 47 países já haviam decidido pelo adiamento de algum tipo de eleição, seja de caráter nacional ou local, por conta da crise desencadeada pela covid-19.

No Brasil, o tema já provocou diversas propostas, inclusive a de prorrogação dos mandatos dos atuais prefeitos e vereadores até 31 de dezembro de 2022, arrastando os mandatos por mais dois anos, sem qualquer votação, apenas como forma de unificar os calendários eleitorais e economizar recursos públicos.

Recentemente, houve o adiamento de uma nova eleição para ocupar a vaga da Juíza Selma (Podemos-MT), que foi cassada por uso de caixa dois e abuso de poder econômico. A eleição estava prevista para o dia 26 deste mês. Por enquanto, o cargo que era dela no Senado está sendo ocupado por Carlos Fávaro (PSD-MT), que foi o terceiro colocado nas eleições de 2018 e é ex-vice-governador de Mato Grosso e presidente estadual do PSD.
Em alguns países, como nos Estados Unidos, por exemplo, as eleições primárias em 15 estados foram adiadas, além de várias eleições locais por todo o país, originalmente marcadas para os meses de março a maio de 2020.

Na França foi adiada a votação do segundo turno das eleições locais, prevista inicialmente para 22 de março. Na Suíça, a votação federal, originalmente prevista para 17 de maio, foi adiada, bem como diversas eleições municipais previstas para os meses de abril a junho. No Chile, um referendo constitucional estava marcado para 26 de abril, onde seria votada a elaboração ou não de uma nova Constituição para o país.

Fonte: Terra

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