Pandemia piora no Centro e no Leste da Europa; Hungria vê situação crítica em hospitais

Crise também se agravou na Polônia. Após mais restrições, República Tcheca e Eslováquia tiveram alívio nos números de casos


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Soldado desinfeta sala de aula em Budapeste, capital da Hungria, em 17 de março de 2021 (Foto: Zoltan Balogh/MTI via AP)

Países da Europa Central e do Leste Europeu vivem uma fase crítica da pandemia do coronavírus, advertiram autoridades nesta semana.

Especialistas atribuem o fenômeno à disseminação da variante muito mais contagiosa do vírus encontrado primeiramente no Reino Unido, que responde pela maioria dos casos relatados agora e infecta famílias inteiras.

A região também abriga muitas fábricas grandes onde o trabalho remoto não é possível, e, desta vez, governos relutam em impor um lockdown rapidamente, temendo mais um choque em suas economias na esteira da recessão do ano passado.

Na Hungria, onde a situação é mais grave, um representante da saúde disse nesta quarta-feira (24) que os hospitais estão sofrendo uma “pressão extraordinária” pelas crescentes infecções pelo causador da Covid-19.

Como a maior parte da região, a Hungria conseguiu conter as infecções durante a fase inicial da pandemia, em março e abril do ano passado, com medidas de lockdown rápidas e rígidas.

Mas uma nova onda de infecções que varre a região em 2021 fez a Hungria superar a República Tcheca nesta semana como país com o maior número diário de mortes de Covid-19 per capita do mundo, de acordo com cifras da entidade Our World in Data.

País com uma população de quase 10 milhões de habitantes, a Hungria acumula um total de 18.952 mortos de coronavírus. O premiê húngaro, Viktor Orbán, já está debatendo com empresas as opções para uma reabertura cautelosa de lojas, apesar de os casos estarem aumentando.

O governo decidirá as medidas para a Páscoa em breve. Todas as escolas estão com ensino remoto até 7 de abril.

Outros países

Embora as infecções novas na República Tcheca e na Eslováquia comecem a cair, a Polônia relatou um número recorde de casos novos que ficou pouco abaixo de 30 mil, e o governo cogita enviar pacientes para regiões diferentes para ajudar os hospitais a lidarem com o grande número de doentes.

Depois que as hospitalizações atingiram um nível crítico, a República Tcheca adotou um lockdown mais severo no dia 1º de março e implantou exames de forma abrangente nos locais de trabalho — e desde então viu alguma melhora no número de casos.

O primeiro-ministro tcheco, Andrej Babis, admitiu erros depois que o governo foi criticado por demorar para aplicar restrições no outono, quando os números dispararam.

Fonte: G1

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