Pandemia: velhos e válidos hábitos

Confira o comentário do engenheiro agrônomo Nilo Cortez.


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A pandemia nos trouxe um outro olhar para enfrentarmos as doenças. Sê lê muitas orientações, atitudes, comportamentos desejáveis, postura, cuidados, alimentação, vestuário uso de luvas e máscara.

Sinceramente como gosto de simplificar as coisas, poucas são novas. Uso de máscara e a mais novidade. E também não é bem assim. Os povos asiáticos já o faziam para qualquer gripe. O Japão, China, Indonésia, Coréia e outros o fazem em respeito e educação aos outros para não os contaminar.

Quem é do grupo de risco principalmente por idade deve se lembrar de muitas destas orientações que são do século passado. Os cuidados dos pais, avós e bisas. Mesmo que os conhecimentos tecnológicos de hoje estão muito mais avançados da época das epidemias anteriores, algumas orientações continuam valendo.

O lavar as mãos é novidade? Não. O que entrou de novo foi o álcool gel. Mas, lavar as mãos com sabão e água também é recomendado e mais barato e simples, menos prático, mas em casa válida.

Arejar a casa? Sou do tempo de abrir as janelas e portas, e de roupa no varal, travesseiro e cobertores na janela, de tempos em tempos o colchão ia para o sol. Fora os mijões…. Quarar a roupa lavada. Lavar tapetes de mangueira em dia ensolarado melhor se tivesse vento. Passar a ferro roupas e lençóis para eliminar doenças e ou algum veneno de bicho que poderia ter passado por cima. Eram técnicas de higiene. O sol continua sendo o melhor desinfetante da natureza e gratuito.

A exposição das pessoas ao sol todos os dias para vitamina D. Me criei vendo os vovozinhos “lagarteando” no sol por recomendação médica. A grande maioria morava em casa e isto facilitava a exposição ao sol. Como diz um amigo, quando começaram a empilhar as casas e abrir loteamentos com fins comerciais esqueceram a orientação solar de prédios e ruas. Tem ar condicionados para serem usados, mas, não substitui o sol.

Quanto a alimentação o consumo de frutas e hortigranjeiros, alimentos ricos em minerais e vitaminas não é novidade. Vitamina C laranja, bergamota e limão e ainda recomendavam maçã e banana todos os dias é de muito tempo. Comer bergamota debaixo do pé no inverno e no sol são hábito raiz do gaúcho. Este meu amigo dizia para ter mais fibras precisava comer alimento que dava “bolo fecal”, mas de outra forma. Comida quente no inverno aquecia e nutria. Nós das regiões coloniais alemã e italiana fomos criados com sopas seja de legumes, capeletti, feijão, canja de galinha e tantas outras. Era remédio para doenças também.

De mais novo foi a aproximação de muitas pessoas das cozinhas. Apareceram muitos os atuais “chefs”, para nós cozinheiros e cozinheiras. Com uma grande vantagem a internet dispõe receitas e como fazer e milhares de alternativas facilitando a vida e elaboração de novos pratos. Antigamente tinha os livros de receitas e muito raro, lembro o Dona Benta que passava de mãe para filha. E os cadernos de receitas com anotações a mão e recortes colados. Era segredo de guerra. E havia aquelas “comadres” que passavam só parte de a receitas para o prato não ficar igual.

O que espero de novidade a descoberta da vacina e do tratamento adequado de medicação. Vai levar um tempo e até lá teremos de respeitar o que está sendo pedido “fique em casa e saia só se for extremamente necessário”. Nós a turma de risco seremos os últimos a serem liberados. E não esperem muito dos mais jovens que precisam trabalhar e produzir e tocar o pais adiante. Nós trabalhamos no passado e hoje produzimos menos, sei que tem exceções. Vamos tocar a vida do melhor jeito possível. Eles chegaram a nossa idade e será a vez de eles comentar o passado e se preocupar com os mais jovens.

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