Para Heitor Hoppe, reconhecimento por atuação nas cheias foi fundamental para sua eleição à Câmara

Eleito vice-presidente da Câmara, ele dirigirá a comissão de Finanças e Orçamento. Em entrevista, o bancário explica a mudança do PT para o PP, partidos de ideologias opostas.


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Foto: Tiago Silva

O vice-presidente da Câmara de Lajeado, Heitor Hoppe (PP), será o responsável pela Comissão de Finanças e Orçamento. A definição ocorreu nesta terça-feira (5), na primeira sessão da nova legislatura em 2021. Em entrevista no programa Troca de Ideias desta quarta-feira (6), Hoppe falou sobre a característica que dará ao mandato, bem como a caminhada até a sua eleição. O parlamentar, que é bancário, entende que a sua atuação como coordenador da Defesa Civil de Lajeado foi importante para receber o apoio da comunidade.


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Na função ele enfrentou a maior enchente do Rio Taquari em 64 anos. Hoppe lembra que foi alvo de informações equivocadas ou distorcidas, e aproveitamento político do fato. “Eu fiz de tudo com a minha equipe que podia ser feito”, defende-se. O parlamentar teve dúvidas se a repercussão poderia prejudicá-lo na candidatura. Porém, percebeu um reconhecimento maior que o esperado das famílias afetadas pela cheia.

Ele reconhece que atualmente os políticos são mal vistos e têm as suas atuações criminalizadas pela opinião pública. Para o vereador, só será possível romper com esse estigma com responsabilidade e exemplo. “Temos que ser austeros e competentes para tentar fazer o melhor com o menor valor possível. Eu sempre digo que precisamos ser enxutos para economizar onde for possível e investir onde for necessário”, acredita.

Hoppe entende o anseio das pessoas por melhores serviços públicos e redução de impostos. Mas pondera que o cidadão deve entender que o Poder Executivo tem limitações orçamentárias e legais.

Da esquerda para a centro-direita

Heitor Hoppe construiu sua carreira política vinculado ao PT. Foi filiado ao partido por mais de 20 anos. De 2009 e 2012, foi suplente de vereador e se elegeu para a Câmara em 2012. Na legislatura de 2013 a 2016, foi presidente do Legislativo de Lajeado por um ano. Já em 2016 não conseguiu a reeleição e ficou na suplência.

Mesmo ainda no PT, Hoppe foi convidado por Marcelo Caumo (PP) para assumir a coordenação da Defesa Civil de Lajeado, em 2017. Acontece que o PT é um partido de esquerda, oposicionista ao PP, de centro-direita. Dessa forma, o PT abriu um processo disciplinar contra o então filiado, que levou a saída do bancário da sigla.

Com esse episódio, o parlamentar diz que fez uma avaliação e constatou os bons governos que o PP realizou em Lajeado, e viu no partido uma oportunidade maior de se eleger e ter espaço. Hoppe destaca que a forma de agir, seus princípios éticos e sua responsabilidade são os mesmos. “Farei, sim, o meu papel de legislar”, garante.

“Eu vou ser um fiscalizador muito sério, muito atento às questões do Executivo, independente do partido em que labuto.” Ele cita questões orçamentárias, atenção às atividades das secretarias, além do papel de estudar e votar os projetos de lei. “Não importa por qual partido”, afirma.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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