“Para nós é triste, mas é necessário neste momento”, diz vice-presidente de escola de samba

Renascer do Samba, de Estrela, planejava realizar seu desfile de rua com tema de conto de fadas.


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Adriana da Silva Vidal é vice-presidente da Escola Renascer do Samba, de Estrela (Foto: Caroline Silva)

Assim como em todo o país, o carnaval de rua está cancelado no municipio de Estrela. Uma notícia triste para os carnavalescos, principalmente para a escola Renascer do Samba, que desde o ano passado deixou de ser um bloco de carnaval e passou a ser oficialmente considerada escola. A vice-presidente da Renascer do Samba, Adriana da Silva Vidal, diz que o grupo lamenta, mas sabe da necessidade do cancelamento. “Para nós é triste, mas é necessário neste momento, ficarmos cada um na suas casas e protegermos a nós mesmos e aos outros”, comenta.

No entanto, ela fala que estudam a possibilidade de realizar um evento virtual. “A gente está conversando com alguns componentes de fazermos alguma live, para não deixar passar em branco o carnaval”, conta. Adriana diz que o grupo conta com cerca de 150 integrantes e realizava os ensaios na associação dos moradores do Bairro Imigrante, já que não contam com uma sede própria. “A escola iniciou no Bairro Imigrantes. Nos últimos anos ensaiamos na Escadaria, no Prédio da antiga Polar na e para a gente foi bom porque outras pessoas se juntaram a nós”, lembra.

Neste ano, conforme a vice-presidente, o tema do desfile de rua seria ‘Era uma vez em Estrela’. “A gente conversava nos bastidores que contaríamos um conto de fadas na avenida, levaríamos todas as bruxas e princesas para o desfile, para que as pessoas se divertissem com a gente nesse conto de fadas”, revela.

Além do carnaval, no mês da consciência negra, em novembro, Adriana realiza palestras em escolas. “Muitas crianças têm esse receio, eu vou nas escolas para falar que nossa cultura é riquíssima, temos muito para falar do que foi nos deixado. Neste ano contei a historia do príncipe preto, porque muitas crianças não sabem que existe”, conta.

Texto: Caroline Silva
jornalismo@independente.com.br

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