“Para poder pagar as contas e colocar comida na mesa, todos temos que trabalhar”, diz vice-presidente do Sindicabes

Sindicato, que representa os empreendedores da área da beleza de 53 municípios, defende o retorno das atividades dentro das normas legais de saúde


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Os institutos de beleza, barbeiros e cabeleireiros são algumas das categorias impossibilitadas de trabalhar por conta da classificação de bandeira preta no Modelo de Distanciamento Controlado do Rio Grande do Sul, que estipula regras para conter a propagação do coronavírus. Antes da restrição, protocolos, como reduzir o número de clientes, balizaram a atuação desses estabelecimentos.

A presidente do Sindicabes dos Vales, Ana Lídia Jantsch, e a vice-presidente de finanças e patrimônio do Sindicabes dos Vales, Andrea dos Santos Bruch, falaram sobre os impactos das restrições da bandeira preta nas atividades nos estabelecimentos.


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presidente do Sindicabes dos Vales, Ana Lídia Jantsch (Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação)

O Sindicato, que representa empreendedores da área da beleza de 53 municípios, defende o retorno das atividades dentro das normas legais de saúde, com agendamento, atendimentos individuais e respeitando os protocolos de prevenção à Covid-19.

Na visão da presidente da entidade, não é o setor de beleza que está propagando a doença ou promovendo aglomerações. Desde março de 2020, a organização protocolou ofícios e requerimentos junto às cidades que o sindicato representa buscando manter as atividades nos estabelecimentos, respeitando as medidas preventivas.

Andrea dos Santos Bruch (Foto: Reprodução / Facebook)

“Para poder pagar as contas e colocar comida na mesa, todos temos que trabalhar”, comenta a vice-presidente de finanças e patrimônio do Sindicabes dos Vales, relatando as dificuldades enfrentadas pela categoria. “Tem colegas que hoje não sabem se vão ter o pão pra colocar na mesa para seus filhos comer”, afirma. Andrea questiona a classificação dos serviços considerados essenciais. “Como não é essencial se minha família depende deste trabalho”, pondera.

 

O Sindicabes destaca que parte da clientela não voltou a frequentar esses locais por medo de se contaminar. De acordo com as representantes da entidade, 30% dos salões de beleza da região fecharam durante a pandemia. “Proprietários que trabalhavam com uma equipe de 10 funcionários, hoje são três. Outros fecharam e buscaram outros serviços, pois não tinham condições de pagar o valor do aluguel”, revela Andrea.

Manifestação pela retomada das atividades em Lajeado

A manifestação ser realizada nesta quarta-feira (10), pedindo pela reabertura e/ou flexibilização do comércio na região tem saída está prevista para às 13h30. Trajeto: saindo da sede do Sindicabes, na Rua Expedicionários do Brasil, Bairro Americano. Com parada prevista no Alto do Parque, em frente à sede do Grupo Independente, descendo até a Rua Júlio de Castilhos e percorrendo a Avenida Benjamin Constant.


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