Para viabilizar inclusão no plano de concessão, CIC-VT defende free flow para a ERS-332, na parte alta do Vale

Nesta quinta-feira, em reunião-almoço com secretário estadual de Parcerias em Estrela, líderes políticos e empresariais poderão apresentar questionamentos e esclarecer dúvidas


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Ivandro Rosa, presidente da CIC-VT (Foto: Rodrigo Gallas)

O Governo do RS quer lançar o edital para a concessão do bloco 2 de rodovias estaduais, que contempla estradas que abrangem o Vale do Taquari, o mais breve possível. E cabe à região criar o ambiente de discussão e demonstrar que o projeto ainda precisa de aprimoramento. A opinião é do presidente da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços do Vale do Taquari (CIC-VT), Ivandro Rosa.

Ao programa Redação no Ar desta terça-feira (15), o engenheiro civil destacou que na nesta quinta-feira (17) deve ocorrer uma reunião-almoço em Estrela, no Estrela Palace Hotel, com a presença do secretário estadual de Parcerias, Leonardo Busatto. Na oportunidade, será apresentado o projeto que o governo gaúcho tem para a concessão das rodovias, e as lideranças políticas e empresariais poderão apresentar questionamentos e esclarecer dúvidas.

Arte: Divulgação

“É legítimo cada prefeito defender o seu território e a sua população, pois é a sua incumbência”, reconhece Rosa, sobre a reclamação de prefeitos da parte alta do Vale do Taquari, que se sentem prejudicados e não representados na discussão. Encantado questiona a posição do pedágio, que divide uma localidade ao meio, e os municípios da microrregião de Arvorezinha pedem a inclusão da ERS-332 no plano de concessão e obras.

Apesar de dar razão, em parte, aos prefeitos, o presidente da CIC-VT pede que os gestores municipais pensem coletivamente. “É desejável que o prefeito não se atenha somente ao seu território e compreenda a complexidade da economia da região”, pede. De acordo com ele, o Vale do Taquari tem cerca de 3% da população e 3% do território gaúcho.

Conforme o engenheiro e presidente da CIC-VT, até o momento, o Governo do Estado apresentou uma devolutiva prévia do que pretende implementar no edital de concessão. Na avaliação de Rosa, “houve alguns avanços e o que é mais importante é se aprofundar e ver com clareza o que está no projeto”. “Cabe a nós buscar o aprimoramento”, afirma.

Para ele, Encantado contesta o projeto pela oposição ao pedágio, mas, por outro lado, é uma das cidades com mais obras previstas. Já na microrregião de Arvorezinha, também na parte alta do Vale do Taquari, ficou de fora a ERS-332, da localidade de Jacarezinho, passando por Nova Bréscia, Putinga, Ilópolis e Arvorezinha até a BR-386.

Conforme Ivandro Rosa, é uma rodovia que carece de roçada e sinalização adequada, e sofre com buracos. Um levantamento apontou a necessidade de investimentos de R$ 30 milhões deixar em melhores condições os 92 quilômetros da rodovia. O Estado liberou parte, a conta-gotas, o que não resolve o problema.

O presidente da CIC-VT pede a inclusão dessa rodovia no plano de concessão por entender que o Departamento Autônomo de Estradas e Rodagem (Daer) não dá conta de fazer os investimentos necessários. No caso desta rodovia, a Câmara de Indústria, Comércio e Serviços propôs que o Estado poderia replicar o modelo adotado pela concessionária CCR nas imediações de Garulhos, na grande São Paulo, com cobrança eletrônica por distância percorrida, no modelo free flow, sem a necessidade de praças de pedágio.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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