Parceria da Univates com o Daer inicia com análises de pontes na ERS-130

Estudantes e docentes da universidade estão envolvidos com a iniciativa


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Foto: Divulgação/Rebeca Jéssica Schmitz 

O Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), vinculado à Secretaria de Logística e Transportes (Selt) do Rio Grande do Sul, firmou um termo de cooperação técnica com a Univates, em setembro de 2020. Por meio dele, os estudantes do curso de Engenharia Civil desenvolverão propostas para problemáticas apresentadas pela autarquia. O termo tem duração de cinco anos e poderá ser renovado após esse período. 

Um dos projetos decorrentes dessa parceria técnica iniciou recentemente com o objetivo de promover melhorias na ERS-130, num trecho que compreende municípios da região do Vale do Taquari. A coordenadora do curso de Engenharia Civil, professora Rebeca Jéssica Schmitz, e o estudante Rafael Henrique Zotti realizaram uma visita ao local recentemente. 

Pontes

A ERS-130 possui um trecho não pavimentado e, por meio da cooperação entre a universidade e o Daer, será estudada a pavimentação. Consequentemente, pontes devem ser projetadas, substituindo as existentes, que não atendem aos requisitos da rodovia. A Univates se envolve na etapa de criação do projeto. “Fizemos o reconhecimento do local, agora temos que buscar as medidas necessárias para a nova ponte”, explica Rebeca, detalhando os próximos passos da iniciativa, que também é o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Zotti. 

Em seguida, inicia o processo de projeto, que requer a criação de modelos matemáticos em softwares específicos e a aplicação de diversas normativas. “Só então, será possível gerar os desenhos do projeto base que serão encaminhados ao Daer. Para a execução, é necessário uma revisão por parte do órgão, já que envolve a responsabilidade técnica do Departamento. Aí se inicia o projeto executivo e a captação de recurso público. Para que seja efetivamente construído, é necessário ter os recursos disponíveis”, observa a docente. 

A professora Rebeca esclarece que existem duas pontes que possuem capacidade de carga inferior ao padrão no trecho compreendido no estudo da equipe da Univates, além de terem largura insuficiente. Atualmente, é proibido o tráfego de caminhões pesados nas duas estruturas. 

“Eu e o Rafael fomos visitar uma das pontes existentes que precisaria ser substituída. A ponte atual possui superestrutura composta por três vãos de vigas treliçadas e piso em madeira”, comenta ela, após a visita técnica. “Devido à má condição do piso, identificamos que dois pilares em seção circular servem de apoios intermediários. A proposta estudada será de uma ponte com duas pistas e superestrutura em vigas protendidas pré-fabricadas”, explica a docente.

Projeto de pavimentação

As pontes são uma das etapas do projeto pré-executivo que a pavimentação requer. Rebeca expõe que o estudo sobre o asfaltamento do trecho também demanda a revisão do traçado da via, pois muitas vezes é necessário alargamento da pista para que a rodovia pavimentada atenda aos requisitos de normas como, por exemplo, no que tange à larguras das vias, acostamentos e raios das curvas. Também é necessário estudar o solo, pois este passará a receber carga superior à que atualmente trafega na região.

“Vale ressaltar que o pavimento não é apenas a camada de asfalto que vemos, na verdade, ele é composto por diversas camadas, que irão garantir que as cargas que trafegam não ultrapassem a resistência do solo e do próprio pavimento”. Existem ainda projetos paralelos de sinalização, drenagem, acessos para residências que compõem o todo do projeto. AI/VM

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