Parceria do curso de Arquitetura e Urbanismo da Univates com Bom Retiro do Sul desenvolve atividades sobre o patrimônio edificado

Ações seguirão ao longo do ano no contexto das disciplinas do curso 


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Foto: Divulgação-Acervo-EMAU

O curso de Arquitetura e Urbanismo da Univates, por meio do Escritório Modelo de Arquitetura e Urbanismo (Emau) e do Projeto de Extensão Patrimônio Vivo, firmou convênio, em janeiro de 2021, com o município de Bom Retiro do Sul, para realização de atividades de extensão na cidade, na área do patrimônio edificado. Duas iniciativas estão em curso, uma delas começou em fevereiro e segue; e a outra, iniciada em março, teve suas primeiras atividades presenciais realizadas no município nesta semana. 

Educação patrimonial 

Uma das parcerias do curso com Bom Retiro do Sul envolve o projeto de extensão Patrimônio Vivo, coordenado pelo professor Jauri dos Santos Sá. As atividades tiveram início de forma remota, em março, por meio de reuniões virtuais e pesquisa documental sobre as edificações históricas de relevância para o município. 

Nesta semana, as diplomadas pelo curso de Arquitetura e Urbanismo Bruna Ruthner, funcionária do Emau, e Vitória Krey, atuante do Programa de Capacitação de Diplomados (Procadi), vinculada às disciplinas do curso e à extensão, iniciaram os primeiros levantamentos no município. 

O assessor de Gestão Pública e Governança de Bom Retiro do Sul, Carlos Dullius, comenta que a visita foi proveitosa. “Tivemos a oportunidade de discutir os detalhes e estratégias do projeto de requalificação urbana e rural. Acreditamos que, além da preservação do patrimônio, temos que motivar para a educação patrimonial. De nada adianta nossa geração preservar se as gerações futuras não se sentirem motivadas para a preservação. É nesse contexto que consideramos fundamental a parceria com o curso de Arquitetura da Univates”, explica. 

“Esse primeiro momento de reconhecimento se faz importante para identificar as potencialidades e fragilidades que envolvem essas edificações. A partir disso, a ideia é envolver a comunidade nas discussões sobre a relevância do patrimônio edificado, no esforço de transformar as memórias esquecidas da comunidade em lembranças fortalecidas para as futuras gerações”, acrescenta a professora Jamile Weizenmann. 

O professor Jauri dos Santos Sá revela que a equipe está convencida da importância da educação patrimonial e das possibilidades desse instrumento para a promoção da memória histórica das comunicações. “Nesse sentido, o projeto de extensão se consolida por meio das ações educativas, de capacitação e de divulgação e ratifica o papel da educação patrimonial como uma atividade mediadora, que deixa de ser acionada apenas para o reconhecimento dos bens culturais e passa a ser entendida como um instrumento de construção coletiva”, destaca o docente. Essa parte do estudo vai contribuir para a seleção das edificações para compor uma cartilha, que é o instrumento para a educação patrimonial proposto pelo projeto de extensão Patrimônio Vivo da Univates e que será entregue ao município no fim dos trabalhos.  

Requalificação urbana 

Uma outra iniciativa, iniciada em fevereiro, refere-se a um estudo de requalificação urbana do Centro Histórico de Bom Retiro do Sul, atividade esta realizada na disciplina Requalificação Urbana do curso de Arquitetura e Urbanismo, ministrada pelo professor Augusto Alves, e na disciplina Atelier Integrado IX, ministrada pelo professor Marcelo Heck, ambas com apoio do Escritório Modelo.

Sob a orientação do professor Marcelo Heck, os estudantes estão desenvolvendo estudos de planejamento urbano para a cidade, enquanto na disciplina ministrada pelo professor Augusto Alves trabalham propostas de requalificação do Centro Histórico de Bom Retiro do Sul. “Ambos desafios envolvem questões da cidade que visam a pensar proposições, em nível de estudos acadêmicos, que possam criar repertório de ideias criativas e inovadoras para futuras ações do município que promovam a cultura e a preservação do patrimônio nos setores competentes”, explica a coordenadora do Emau, professora Jamile Maria da Silva Weizenmann. AI/VM

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