Parte antiga de Dubai e safári no deserto marcam segundo dia de comitiva regional nos Emirados Árabes

Mercado do Ouro sem a necessidade de seguranças ou policiais também chama a atenção do grupo


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O segundo dia da comitiva da Missão Empresarial Acil 100 anos em Dubai foi cheio de atrações, com uma parte mais cultural e outra de diversão. A nossa delegação levantou cedo para fazer o city tour da parte antiga de Dubai (Classic Dubai). Acompanhados de um guia brasileiro que atua na área há nove anos na cidade chamado Alex Silva, recebemos muitas informações e ficamos mais inteirados sobre a história da cidade e a cultura de seu povo.

Como se sabe Dubai, foi desenvolvida através da venda do seu petróleo, porém hoje ele representa menos de 5% da sua economia, enquanto que o turismo, mais de 90%. O emirado vizinho, Abu Dhabi, tem no petróleo a sua grande força econômica, com 80%.

Mesquita

Você sabia que os moradores de Dubai rezam cinco vezes ao dia? E são liberados para orar, inclusive em seu horário de trabalho. É muito comum se encontrar salas de meditação próximas a banheiros em Dubai. Nessa quinta (3), nosso primeiro destino foi a Mesquita Al Faroq. A mesquita passou um ar de tranquilidade e podemos acessá-la, mas com um detalhe: as mulheres, mesmo estrangeiras precisam estar vestindo o traje típico para o público feminino, a abaiya. E os “vestidos” são oferecidos no local de forma gratuita.

Lideranças regionais se vestiram à rigor (Foto: Ricardo Sander)

Os homens podem adentrar o local com roupas normais, mas a kandoora também está disponível para eles. Dentro da mesquita as mulheres não podem rezar junto aos homens pelo fato de que na reza as pessoas ficam de joelhos e se curvam para frente, desta forma com o “bumbum pra cima”. Por isso, elas rezam em uma sala separada, ou na sala grande, se não tiver homens.

Casa do sheik

Depois fomos até a frente da casa do emir de Dubai, Muhamed Bin Rashid Al Maktoum, que tem 72 anos. Não pudemos chegar muito próximos ao muro da sua mansão. Como falar de sua vida pessoal é algo que deva ser evitado pelos locais, não há uma certeza de quantas mulheres e filhos ele possui e os moradores têm receio de falar no assunto. Estima-se que sejam três esposas e mais de 20 filhos. A propósito, os homens podem se casar com até quatro mulheres, desde que possibilitem condições iguais a elas.

Saiba também: “O governo oferece uma bolsa para que o homem se case com uma mulher local”, conta guia brasileiro de Dubai

A casa do sheik Muhamed possui um muro de 6km de extensão. Apesar da restrição de acesso, não havia segurança, nem grade ou algo físico impedindo que nos aproximássemos mais do local. As pessoas respeitam. A segurança do emirado é algo que falaremos mais pra frente.

 

Prédio maior que o Burj Khalifa

Conforme amplamente , prédio mais alto do mundo, está em Dubai. O Burj Khalifa possui 828 metros, mas este recorde logo será batido e novamente por uma obra de Dubai. Já foi iniciada a construção da The Tower, dentro da Dubai Creek Harbour, uma área com empreendimentos comerciais e residenciais que terá 1km de altura. A previsão inicial era que ele ficasse pronto ainda em 2020, mas a pandemia atrapalhou e não há uma nova data estabelecida, segundo o guia turístico.

Projeto da The Tower (Foto: Reprodução)

Primeiro bairro de Dubai

Depois fomos conhecer o primeiro bairro de Dubai, que era chamado de Bastakia e agora é denominado de Distrito de Al Fahidi. Sua construção ocorreu em 1880 com paredes feitas de coral e óleo de baleia. Muito próximo há também uma réplica deste bairro que mescla a construção que passa a imagem de ser antiga, com lojas modernas de grandes redes mundiais.

Ouro exposto sem necessidade de segurança

Cruzamos o canal do Golfo Pérsico num passeio curto de barco e fomos ver de perto outra atração turística de Dubai é o Mercado do Ouro. Estivemos lá e vimos de perto dezenas de lojas de joias e, principalmente, ouro estampados nas vitrines. O que chama a atenção é que, diferente do Brasil e de boa parte do mundo, não há seguranças dentro das joalherias e tampouco policiais no local, como um todo.

Grupo passeou no canal do Golfo Pérsico (Foto: Ricardo Sander)

A segurança em Dubai é algo quase que inacreditável. Para se ter uma ideia, o maior anel de ouro do mundo está na joalheria Kanz. São 63,8 kg, sendo 58,6kg exclusivamente de ouro e o restante de pedras preciosas. Seu diâmetro externo é de 70cm. Segundo o vendedor da loja, o anel está avaliado em U$$ 5 milhões (cerca de R$ 26,5 milhões).

Mercado de Especiarias

Fomos também ao Mercado de Especiarias, onde os mais variados tipos de temperos e incensos são comercializados. Porém como em praticamente toda Dubai, a pechincha rola solta. Você nunca pode comprar com o primeiro preço oferecido pelos vendedores. Após uma boa negociação o preço pode cair até mais do que a metade.

O açafrão é o tempero mais procurado pelos brasileiros, porém diversos outros produtos, como lenços, panelas, baralhos de carta, e relógios são vendidos neste mercado, que é uma espécie de “Mercado Público”. Muitos vendedores falam português e outras línguas, que aprenderam somente através do contato com os turistas. Os vendedores, por sinal, são bem insistentes e tentam vender seus produtos a todo o custo.

Passeio no deserto

Após um almoço delicioso em um restaurante que fica no 30º andar de um prédio do Centro, com uma linda vista de Dubai, fomos para o deserto, que fica a cerca de 45 minutos de distância da área central.

Lá fizemos um safári. Com caminhonetes andamos sobre as dunas e depois vimos o pôr-do-sol. Lá também vimos e andamos de camelos. E para finalizar uma janta, ainda no deserto, com direito à apresentação de danças. Foi incrível ver de perto aquilo que só estamos acostumados a ver na TV.

Empresário teutoniense busca tecnologia e negócios

O proprietário da Reinigent Química de Teutônia, Renato Schefller, atual vice-presidente da Federasul, ex-presidente da CIC Teutônia entre 2014 e 2018 diz que o que mais lhe chama a atenção é a visão que o príncipe Mohamed tem da cidade. “Esta é uma cidade avançada, que cresceu desta forma porque ele tem uma visão futurista e continua sendo, pois ainda há muitas obras, muitas construções. Dubai está se expandindo. Além do desenvolvimento, um crescimento”, reforça ele que diz ter gostado demais de conhecer o deserto nesta quarta.

Sobre a Expo Dubai, Sheffler tem expectativa de conhecer novas tecnologias e de fazer negócios. “Em termos de higienização, em termos de produtos de limpeza, buscamos alguma tecnologia em termos de equipamentos, mas também, quem sabe, possamos buscar negócios em outros países pra que a gente possa ter produtos mais sustentáveis ambientalmente e que não causem danos e agressividade tanto para o ser humano, como para os equipamentos que estão sendo higienizados”, diz.

Renato Scheffler (Foto: Arquivo pessoal)

Programação 

Nesta sexta-feira a comitiva fará um novo city tour, porém agora na Dubai Modern, a parte nova da cidade. Dentre as atrações, subiremos ao 124º do Burj Khalifa, que possui 163 no total. A Missão Empresarial Acil 100 anos visitará a Expo Dubai no sábado, domingo e segunda-feira.

Texto: Ricardo Sander
ricardosander@independente.com.br

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