“Passei a noite acordado ouvindo o rádio acompanhando o nível do Rio Taquari”, fala André Paula da Silva

Mesmo morando em área alagadiça, morador não pensa em sair do centro de Lajeado


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Foto: Joel Alves

Há 14 anos André Paula da Silva, de 48 anos, mora em Lajeado, e há um ano se mudou para uma casa que é atingida pelas cheias do Rio Taquari na cota dos 20m. Sua moradia está localizada na Rua Francisco Oscar Karnal, no Centro da cidade, e é a primeira a ser removida em caso de enchentes. 

Natural de Taquari, André conta que está acostumado com as enchentes, mas ao adquirir a residência não imaginou que a cota para entrar em sua casa seria tão baixa. “Passei a noite acordado ouvindo o rádio pra saber o nível do Rio Taquari”, diz ele.

O lajeadense conta que pagou pelo terreno e casa o valor de R$ 30 mil, mas não conseguiu a escritura, apenas contrato de compra e venda. Funcionários da Prefeitura de Lajeado já estiveram reunidos com a família para os colocarem em uma área que não é atingida pela enchente, mas não aceitaram a proposta.

A prefeitura ofereceu um apartamento no Bairro Santo Antônio, a família não aceitou por ser distante do centro, do trabalho do casal e da falta de ônibus para os deslocamentos.

“Gosto do Santo Antônio, mas é longe do meu trabalho, da escola da nossa filha e não podemos contar com o transporte público”, relata Silva.

Além de André Paula da Silva outros moradores estão em área alagadiça, mas não aceitam irem para um lugar muito distante da área central de Lajeado. “Apesar das enchentes nós estamos bem aqui. Perto do centro, trabalho, mercado e escola, e pagamos água, luz e IPTU”, fala ele.

1 comentário

  1. Pois é, aí tevo o caso do rapaz que ia de bicicleta de Forqueta Baixa, Arroio do Meio até Lajedo todos os dias para trabalhar, ir ao centro no mercado a pé, as vezes falta um pouco de vontade, é fácil tod enchente é prefeitura q tira que leva devota ganham roupas móveis etc…. 😏

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