Patinador lajeadense Marcel Stürmer prepara show teatral que une esporte e arte

"Valagumes" estreia em dezembro, de modo online. “O espetáculo está quase pronto. Estamos na fase final de edição”, detalha


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Foto: Daniel Nunez / Divulgação

O patinador lajeadense Marcel Stürmer, de 36 anos, quatro vezes medalhista de ouro em Jogos Pan-Americanos, considerado o maior atleta da modalidade no país, vem se dedicando ao teatro desde que se aposentou do esporte. Ele deu uma pausa nos preparativos para o espetáculo “Vagalumes”, previsto para estrear em dezembro, online, para atender a Rádio Independente e conversar com os apresentadores do programa Troca de Ideias nesta quinta-feira (18). “O espetáculo está quase pronto. Estamos na fase final de edição. Mas eu sou muito detalhista, então fico fazendo e refazendo, escolhendo o mínimo possível de cada cena”, conta. “Esse processo de criação tem me encantado muito.”


ouça a entrevista

 


Marcel explica que as entradas terão sugestão de valor, a partir de R$ 30. Ele destaca que em vez de pagar de R$ 300 a R$ 500 presencial, um público maior poderá ter acesso à apresentação por um valor mais em conta, pela internet. O patinador conta que tem a ideia de realizar shows presenciais a partir do segundo semestre de 2022.

De acordo com o lajeadense, o espetáculo foi gravado com a participação dos melhores patinadores do mundo. Eles vieram ao Brasil e participaram das filmagens em Porto Alegre. O idealizador explica que o “Vagalumes” é um show teatral de patinação que conta a história de um mundo que foi escurecido pela maldade de seus seres, que tinham esquecido o real foco e propósito de suas vidas. “O mundo passa por um apagão. A noite tomou conta e os seres se perguntam o que fazer para devolver a luz para o mundo, e eles recorrem às artes para isso”, Marcel detalha.

Questionado sobre como foi o intercâmbio entre a saída das competições e a entrada nos espetáculos, ele diz que “a patinação é um esporte-arte”. “Essa parte estética sempre esteve muito presente de detalhes, limpeza, movimentos. Quando eu migrei para a arte, levei o esporte junto. Isso amplifica muito porque eu continuo querendo fazer os saltos triplos, o que eu fazia na época que eu competia. Eu continuo querendo essa qualidade, mas tem toda uma outra produção. Antes era só o visual e talvez do figurino que eu estivesse usando. Agora é produção de cenário, direção de luz, fotografia, figurinos num número muito maior também. Então, dá um trabalho.”

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

 

 

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