Periquitos e estragos nas lavouras

Confira o comentário do engenheiro agrônomo Nilo Cortez.


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Foto: Divulgação

Quando os portugueses chegaram no Brasil se maravilharam com nossas aves coloridas e já começaram o contrabando para a Europa. A colonização portuguesa deve ter trazido os periquitos (Myopsitta sp) que são originários da Austrália. As primeiras anotações datam de 1805. Também a importação do eucalipto, que é originário da Austrália, em 1855 e 1970 vieram favorecer o periquito. Lá faziam seus ninhos a mais de 10 metros de altura para se protegerem. Aqui acontece o mesmo. E mais como ave exótica não tinha inimigos naturais se proliferaram.

Outras situações que ajudaram, encontraram alimentos preferidos que são grãos de gramíneas naturais abundantes no Brasil e ainda o plantio de milho (verde), sorgo, trigo, e tantos outros grãos. São de clima seco e aqui aproveitaram os rios e deram preferência para nidificar por perto.

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A sua facilidade de criar e beleza de suas cores ligeiro foi para gaiolas e viveiros. Ocupam o terceiro lugar dos animais criados de forma doméstica atrás do cachorro e gato. Sua cor original é verde e várias mutações tornaram-se aves multicoloridas. Algumas fugiram outras foram soltas e cada vez mais se multiplicam. E passaram a ter outros hábitos alimentares comendo algumas frutas (banana e laranja…), em hortas folhas verdes (chicória, espinafre e outras). Não pode ser dado abacate e sementes de maçã ficam doentes e podem morrer alerta para quem faz criação.

São de hábito diurno quando se alimentam. A noite precisam dormir no escuro caso contrário ficam doentes e enfraquecem.

No Brasil recebe vários nomes conforme a região, maritaca, caturrita, jandaia, cocota e são da família “Psittacidae” junto com o papagaio, arara que também causam problemas em algumas regiões. Trabalhei no norte de Minas Gerais numa fazenda e atacavam o milharal o pessoal caçava e comia. Fritavam numa chapa de ferro ficava que nem um galeto. Mas não davam conta. Apesar de ser um animal exótico não tem licença para caçar, que eu saiba só o javali teria autorização do IBAMA. Mesmo assim com uma série de regulamentos e preparo para se obter a licença.

Aqui vai uma ideia para trabalho na região, quem sabe uma TCC de conclusão de curso. Levantamento dos prejuízos do periquito e locais. Um trabalho bem feito técnico poderia conseguir uma autorização de caça legal como plano de manejo.

Foto: Divulgação

Pesquisei na internet (Formas de espantar pássaros) muitas delas conhecidas como: bandeirinhas, fitas de papel alumínio, CDs, cata-ventos e espantalhos diversos, balão de gás com desenhos todas alternativas temporárias até eles se acostumarem. Pode ir trocando para aumentar o tempo principalmente no tempo que estão atacando. Outras interessantes como botijão de gás com aparelho que imita tiros regulado para determinado tempo (R$2000,00). Telas mais e o custo? Inibidores e repelentes químico para evitar reprodução. Na Europa há empresa que aluga falcões para caçar os periquitos. Outros constroem um falcão de plástico com som do falcão para espantar. Há um equipamento que tem gravação de falcão, gavião, tucano, corujas e outros que são acionados e espantam. São caixas de som com um chip gravado. O som das aves tem na internet gravar e amplificar na lavora ou horta. Há oferta de vários espanta pássaros ao redor de R$100,00 disponíveis no mercado. É só testar o funcionamento.

Na medida que vamos avançando sobre as matas e tirando o habitat principalmente abrigo e comida elas se aproximam de nossos cultivos. Conviver na medida do possível não deixa de ser alternativa. Plantar alguma coisa para eles.

1 comentário

  1. Maldade matarem as aves..elas tem direito de viver tanto quanto os humanos, os quais doa a dia invadem os ambientes naturais das espécies selvagens..

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