Peru: ao menos 14 pessoas morrem em ataque atribuído ao Sendero Luminoso

O Comando Conjunto das Forças Armadas atribuiu o assassinato à facções próximas da guerrilha Sendero Luminoso


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Ataque aconteceu na região do Vale dos Rios Apurímac, Ene e Mantaro (VRAEM), na foto observada por jornalista (Foto: Cris Bouroncle/Getty Images)

Pelo menos 14 pessoas, incluindo dois menores de idade, foram mortas no Peru em um ataque atribuído por autoridades do país a membros ainda ativos do grupo guerrilheiro Sendero Luminoso.

Os assassinatos ocorreram na noite de domingo (23) em um bar na região do Vale dos Rios Apurímac, Ene e Mantaro (Vraem), no centro do país, onde operam focos do Sendero Luminoso, grupo surgido nos anos 1960.

Segundo autoridades peruanas, foram encontrados perto das vítimas folhetos identificados como do “Militarizado Partido Comunista del Perú”, que reúne os militantes do Sendero Luminoso.

“O Sendero Luminoso, liderado pelo criminoso Victor Quispe Palomino, em um ato genocida, assassinou 14 pessoas ainda não identificadas na noite de 23 de maio, incluindo duas crianças, que foram encontradas queimadas e irreconhecíveis”, afirmou em nota o Comando Conjunto das Forças Armadas do país.

O presidente Francisco Sagasti condenou as mortes e anunciou o envio de patrulhas das Forças Armadas e da Polícia Nacional à região.

De matriz ideológica maoísta, o Sendero Luminoso desencadeou uma guerra interna entre 1980 e 2000 que pode ter deixado certa de 69 mil pessoas desaparecidas e mortas no Peru, segundo estimativas da Comissão de Verdade e Reconciliação (CVR).

Hoje, a maioria dos antigos líderes do Sendero estão presos, mas há grupos armados na região do Vraem que reivindicam fazer parte da organização.

Fonte: G1

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