Pesquisa: aumenta número de negócios impactados negativamente na região; RS apresenta melhora

Levantamento mostra alta no número de negócios impactados negativamente, de 58% para 76%.


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Gerente regional do Sebrae, Liane Klein

O Sebrae RS lançou os dados da segunda edição do Monitoramento dos Pequenos Negócios na Crise, realizado de 12 a 18 de abril. Nas regiões dos vales do Taquari e Rio Pardo, com 59 municípios abrangidos, houve um aumento no número de negócios impactados negativamente, passando de 58% na primeira semana para 76% na segunda.

A percepção difere do que foi identificado no restante do Rio Grande do Sul. Apesar de ainda elevados, os números indicam uma redução do impacto negativo no estado, tendo em vista a crise causada pelo coronavírus. O índice, que era de 75% na primeira semana, baixou para 71%. Mais de 70% dos pequenos negócios afetados negativamente pela pandemia encontram-se nos segmentos de indústria e prestação de serviços.


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Na região dos vales, em 73% dos empreendimentos pesquisados houve redução de mais de 50% no faturamento na segunda semana do levantamento.

No cenário observado de 12 a 18 de abril, os empresários de pequenos negócios mostraram uma perspectiva negativa para os próximos 30 dias. Quarenta e um por cento projetavam se manter após um mês, 29% reposicionar as atividades da empresa e 12% encerrar as atividades.

“São dados preocupantes”, diz a gerente regional na Sebrae nos vales do Taquari e Rio Pardo, Liane Klein. Conforme ela, são 50 mil empresas nesta categoria na região. “A gente precisa agilizar vias de créditos e benefícios para as empresas para mantermos esses negócios abertos”, destaca. “Nos últimos anos, não se teve uma crise tão difícil quanto esta que estamos e vamos enfrentar ao longo do ano”, afirma.

Liane pondera que pesquisa foi realizada em um período em que a atividade comercial estava sob fortes restrições no Rio Grande do Sul. A flexibilização ocorreu apenas a partir da quarta-feira (15), e entrou em vigor no Vale do Taquari com intensidade na sexta (17).

Na primeira semana, 50% dos negócios fecharam as portas em razão dos decretos governamentais. Na segunda semana, este percentual foi de 29%.

Conforme a gestora do Sebrae, o momento é de avaliar a situação economôcia, cortar gastos desnecessários e renegociar dívidas, além de buscar formas de manter contato com o cliente, mesmo que seja por meio das redes sociais.

Estiagem preocupa mais

Dos 18% dos pequenos negócios que têm sentimento positivo, 50% desses estão no setor do agronegócio. Conforme Liane Klein, “eles estão muito mais preocupados com a falta da chuva do que com a questão do coronavírus, neste momento”.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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