Pesquisa britânica sobre volta às aulas diz que testar 75% dos estudantes com sintomas evitaria 2ª onda de contaminação

Rastreamento de contatos dos alunos, para isolar e tratar quem estiver infectado, também é altamente recomendado por estudo.


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Foto:Divulgação

Duas novas pesquisas, publicadas nesta segunda-feira (3) na revista científica “The Lancet Child & Adolescent Health”, apontam que uma das formas de garantir que não haja uma “segunda onda” de contaminação pelo coronavírus após a reabertura das escolas é fazer testes diagnósticos e, depois, rastreamento de contatos, para isolar e tratar quem estiver infectado – quanto maior o rastreamento, menor a necessidade de testagem.

O debate sobre a volta às aulas presenciais tem, entre seus principais pontos, a incerteza sobre a segurança em relação à saúde da criança, familiares, professores, comunidade escolar, além de toda a sociedade, que pode ser impactada pelo aumento da circulação dos estudantes.

Análise da reabertura de escolas do Reino Unido

Um dos estudos, feito por pesquisadores da University College London (UCL) e da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres (LSHTM), aponta que, sem testagem e rastreamento suficiente de contatos, o Reino Unido poderá enfrentar uma segunda onda de Covid-19 entre dezembro e fevereiro. A conclusão foi feita com base em diferentes cenários analisados pelos pesquisadores, incluindo o afrouxamento das medidas de proteção em toda a sociedade.

Confira abaixo os principais cenários:
  • Volta às aulas integral: seria necessário testar 75% dos indivíduos com sintomas e rastrear 68% dos contatos, caso as aulas voltassem integralmente em setembro, para evitar a segunda onda de contaminações.
  • Volta às aulas parcial: neste cenário a testagem cai, mas ainda é alta: seria necessário fazer testes em 65% dos sintomáticos e rastrear 68% dos contatos para evitar um novo surto de contaminação.
  • Menor rastreamento: Se apenas 40% dos contatos pudessem ser rastreados, os índices de testagem precisariam aumentar para 87%, no caso do retorno integral, e 75% no caso do retorno gradual.

A pesquisa analisou os deslocamentos feitos por alunos que estudam em tempo integral e meio período, com metade dos alunos frequentando a escola em semanas alternadas, cada uma dentro de três cenários de testes, refletindo vários níveis de rastreamento e teste de contato.

Como a capacidade de transmissão das crianças ainda está sendo analisada por pesquisadores, o estudo considerou cenários em que as crianças transmitiam tanto quanto adultos e cenários em que tinham capacidade de transmissão de 50% em relação aos adultos.

Fonte: G1

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