Pesquisa da Univates busca o desenvolvimento de medicação para tratamento da Covid-19

Na primeira fase, estudo identificou 109 mutações em genomas do vírus Sars-CoV-2


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Foto: Divulgação

Um estudo realizado pela Univates, com financiamento da empresa BRF, identificou 109 mutações em genomas do vírus Sars-CoV-2, como é chamado cientificamente o novo coronavírus. O estudo foi realizado a partir do sequenciamento de dados colhidos entre março e dezembro de 2020. Entre essas 109 mutações em genomas existem as mutações presentes na variante P1, conhecida como variante de Manaus, o que sugere que ela circulava pelo estado mais cedo do que se imaginava.

“Por mais que o número chame atenção, 109 mutações nos genomas, elas não significam novas variantes. Elas são mutações isoladas. A gente não tem a comprovação de novas variantes. A gente tem as variações diferentes dos genomas descritos pelos nossos trabalhos, mas a gente não está identificando novas variantes”, detalha o doutor em Biologia Celular e Molecular e coordenador da pesquisa, Luís Fernando Saraiva Macedo Timmers.


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O professor explica que a ideia é utilizar a base de informações para o desenvolvimento de medicamentos. “O maior foco do nosso trabalho foi tentar utilizar essas informações das mutações para, num futuro, começar as pesquisas do desenvolvimento de um novo composto antiviral”, explica.

A identificação dos genomas é a primeira fase. Agora, a pesquisa é aprofundada dentro do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia (PPGBiotec) da Univates. Foi iniciado um trabalho com uma das enzimas do vírus, e, a partir dela, o estudo busca novas moléculas que possam inibir a atividade dessa enzima responsável pela replicação do vírus nas células humanas.

“A nossa questão é tentar contribuir nessa outra área de pesquisa, que é amenizar a situação das pessoas que já contraíram a doença e acabam evoluindo para casos mais graves”, explica Timmers.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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