Pico do coronavírus deverá ser entre a segunda quinzena de maio e início de junho, diz secretária estadual da Saúde

Arita Bergmann também falou que os frigoríficos de Lajeado poderão ser fechados e explicou os motivos de vedar o comércio em toda a região.


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Foto: Diário da Manhã

Em entrevista exclusiva à Rádio Independente, na manhã desta sexta-feira (1º), a secretária estadual de Saúde, Arita Bergmann disse que o Rio grande do Sul ainda está longe do fim da pandemia do novo coronavírus. “Pelo fato de não haver vacina e reação a medicamentos esse vírus ainda vai se estender por um período bem maior do que dois meses, três meses”, disse. Segundo ela, o pior ainda está por vir. “Não há previsão matemática, mas existem estudos que dizem que o pico será entre segunda quinzena de maio e início de junho, mas depende de muitos outros fatores.”


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Arita frisa que a situação não está pior no estado pelas medidas que já foram adotadas. “Estamos até abaixo do que foi previsto nos estudos. Estamos com 58 óbitos, e se projetava 62. Só para se ter uma ideia, se não tivessem sido tomadas essas medidas, nós teríamos 300 óbitos”, cita.

Cor da bandeira será revista a cada sete dias

No momento apenas Lajeado e Passo Fundo e, consequentemente suas regiões, estão com a proibição de abertura do comércio por ter maior incidência de casos de Covid-19 no estado. Contudo, pode ser feito o serviço de tele-entrega, take-away – onde se encomenda o produto o retira na loja – ou drive-thru.

As cores das bandeiras (amarelo, laranja, vermelho e preto) de cada uma das 20 regiões do estado serão revistas a cada sete dias, sempre nos finais de semana.  “Se espera que com essas medidas dos estabelecimentos comerciais, podendo funcionar só os serviços essenciais, além da obrigatoriedade do uso de máscaras nos ônibus, táxis e serviços de transporte de app, nós possamos diminuir a pressão na região e possamos ver o declínio desta curva. O que nós estamos vendo ainda é a ascensão”, reforça.

Falta de leitos motiva fechamento do comércio de 37 municípios

Dos 37 municípios que não poderão abrir o comércio na próxima semana por serem da região de Lajeado, 24 não tem sequer um caso confirmado da doença. Segundo a secretária, a medida tomou como base a propagação do vírus, mas principalmente a capacidade de atendimento da região. “Tem UTI em Lajeado e Estrela e a capacidade está praticamente esgotada, não só para atender a Covid-19, mas outras doenças. Então se faz este recorte para pensar enquanto região. As pessoas podem não ter caso no seu município, mas as pessoas vão pra Lajeado e outros municípios”, explica.

Segundo a secretária, com o endurecimento das restrições, quer se evitar a contaminação dos casos secundários, que são os contatos com familiares, vizinhos e amigos. “Queremos verificar se aí em Lajeado e região se já há multiplicação em contatos secundários, na vizinhança, nos bairros. Não é que as pessoas não tenham feito a lição de casa, é que o vírus vai se multiplicando”, comenta.

Frigoríficos podem ser fechados

O decreto estabelece que as indústrias, dentre elas frigoríficos, podem permanecer abertas, mas devem tomar medidas necessárias para evitar a disseminação do vírus. Entretanto, conforme Arita Bergmann, dependendo da situação, as indústrias podem ser fechadas também, como ocorreu na JBS, em Passo Fundo. “Só que fechar uma indústria não depende só das medidas sanitárias. É um conjunto e nós temos tido um diálogo muito propositivo”, cita ela ao mencionar o Ministério Público Estadual, Prefeitura de Lajeado e outros órgãos.

Ela destaca ainda que nas indústrias, é possível ser fechado um setor onde haja uma circulação maior, e outros permaneceram abertos. Ela entende, no entanto, que nos frigoríficos isso é mais difícil, por serem setores integrados. “A gente espera que essas empresas tomem as medidas necessárias para o controle, já que o surto está instalado. Um deles é, justamente que pessoas sintomáticas, com dificuldades de quadro respiratório, fiquem afastadas e os contatos próximos também”, reforça.

Texto: Ricardo Sander
ricardosander@independente.com

2 Comentários

  1. secretaria para de apavorar o povo ,esse tal de pico tão anunciando toda semana ,que vai ser semana tal ,mês tal e já passamos de várias semanas que anunciaram esse tal de pico ,já estariamos todos mortos ,o único pico que vai acontecer e o desemprego ,e a crise econômica ,o povo está sabendo dos riscos e estão todos se ajudando para contribuir com a prevenção do vírus ,estão obedecendo as regras ,agora a mídia e os responsáveis por cuidar do povo ,tem que pararem de mentir e criar falsas notícias .como acham que fica o psicológico de alguém que já tá apavorado e sera baixa imunidade na certa e aí vai ser a porta para o vírus .chega disso .

  2. O pico, que significa um crescimento gigantesco de contágio e consequentemente, de mortes, não aconteceu devido as medidas, corajosamente, tomadas pelo nosso governador e pelo prefeito da capital, Marchezan. Parabéns ao nosso govergato e ao nosso prefeito chiliquento!!! A fome pode ser combatida com solidariedade e não com exposição a um virus potencialmente fatal!

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