Piloto de balão diz que é normal encostar nas árvores para diminuir a velocidade antes de aterrizar

Sérgio Jung explicou como funciona os passeios após um balão voando baixo ter chamado atenção da comunidade na tarde de sábado (18), em Lajeado


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Imagem ilustrativa de voo de balão feito pela empresa (Foto: Redes Sociais / Divulgação)

Um balão voando baixo chamou a atenção de algumas pessoas na tarde de sábado (18),  em Lajeado. O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado por uma moradora para verificar o que estava acontecendo. Conforme a corporação, ela achou que o balão estava caindo por ter encostado em uma árvore. O proprietário da empresa Jung Balonismo Aventura, com sede em Venâncio Aires, responsável pelo passeio, Sérgio Jung, explicou que essas ações são normais para ajudar a frear o balão: “Antes de pousar dei um toque numa árvore para dar uma paradinha e pousei bem tranquilo”, disse.


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Conforme Jung, o passeio só é feito após análise das condições climáticas, por isso foi realizada a atividade para um grupo de dez pessoas. “O dia estava bonito, vento calmo, saímos em direção ao Centro e como fizemos os voos com duração de aproximadamente 1 hora e quando nos aproximamos do local onde fizemos o pouso, comecei a voar mais baixo porque avistei uma lavoura para pousar”, explica.

Proprietário da Jung Balonismo Aventura, Sérgio Jung (Foto: Gabriela Hautrive)

O piloto reforça que é há 100% de controle por parte do profissional que conduz o balão: “Muitas vezes os lugares que a gente pousa não são muito grandes, então a gente toca na copa da árvore e da uma seguradinha.”

Para quem estava fazendo o passeio não aconteceu nenhum imprevisto, segundo o empresário. “Eu pousei lá, o pessoal aplaudiu, aperto a mão e agradeceu dez vezes, gostaram muito do passeio”, conta. Ainda conforme o piloto, todos foram pegos de surpresa com a chegada de uma pessoa no local dizendo que o balão havia caído. “Apareceu uma moradora assustada e disse que nós estávamos tirando foto bonitinho, mas ela já tinha chamado os bombeiros porque o balão havia caído, dai eu disse para ela que não tinha acontecido nada, que estava tudo certo.”

Mesmo assim, alguns minutos depois, o Corpo de Bombeiros de Lajeado chegou para verificar a situação e conversou com a equipe responsável pelo passeio. “Explicamos tudo certinho, até apareceu a Brigada Militar também, e foi tudo repassado para eles”, reforça. Conforme Jung, a empresa familiar realiza voos em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, Vales do Taquari e Rio Pardo, Serra Gaúcha e litoral. “Entramos no balonismo em 2015, era um hobby que acabou virando negócio e hoje graças a Deus estamos conseguindo fazer bastante passeios e trazendo turistas de fora para voarem aqui no Vale do Taquari que é muito bom”, destaca.

Equipe responsável pela realização dos voos (Foto: Gabriela Hautrive)

Sobre balonismo

O balonismo é um desporto aeronáutico praticado com um balão de ar quente e possui adeptos em todo o mundo. É uma atividade reconhecida pela Federation Aeronautique Internacionale (FAI) como o desporto aéreo mais seguro, com índices de acidentes próximo à zero. Existem diferentes tipos de voos: o livre que é quando o balão faz um voo panorâmico e leva os passageiros junto ao cesto, que é o que ocorreu em Lajeado, quando o balão não consegue regressar para o mesmo local que decolou e faz a aterrizagem em outra área. E existe também o voo cativo em que o balão fica amarrado por cordas e sobe até 25 metros de altura, em qualquer local de área aberta.

Texto: Gabriela Hautrive
reportagem@independente.com.br

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