“Plantar fumo ainda é vantagem para quem tem pouca terra”, afirma família Borba

Agricultores relatam a vivência na vida de campo


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Gilberto Antônio de Borba (57) e Maria de Borba (51) (Foto: Joel Alves)

Gilberto Antônio de Borba (57) e Maria de Borba (51) moram em Arroio Grande, Cruzeiro do Sul, e vivem do que produzem nos 11 hectares em que moram. A família planta aipim, milho, feijão e fumo, além de criarem 10 vacas para o abate. “Aqui não temos sábado, domingo e nem feriados, mas gostamos de morar no interior”, diz Maria.


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“No início foi bem difícil, foram dois anos plantando nas terras dos outros até conseguirmos comprar meio hectare, e no primeiro ano só conseguimos pagar os juros da terra, pois foi bem no momento que o juro era de 40% ao mês”, relembra.

O casal tem dois filhos. A Joice — mora em casa —, e o filho Joel, que já é casado, e assim como os pais, não quis trabalhar na cidade, mas sim, viver no interior. “Plantar fumo dá trabalho, mas continua sendo a melhor opção para quem tem pouca terra, pois é o que melhor pagam”, fala Borba.

Texto: Joel Alves

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