Plantar mudas e sementes reduz níveis de estresse sem remédio

É o que mostra uma nova pesquisa do Departamento de Arquitetura Paisagista em colaboração com a Royal Horticultural Society (RHS) do Reino Unido.


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Foto: Reprodução / Shutterstock

Plantar sementes ou mudas num jardim vazio pode ajudar a reduzir os níveis de estresse sem necessidade de tomar remédios. É o que mostra uma nova pesquisa do Departamento de Arquitetura Paisagista em colaboração com a Royal Horticultural Society (RHS) do Reino Unido.

Os pesquisadores das Universidades de Sheffield, Westminster e Virginia, descobriram que um jardim mais verde pode fazer as pessoas se sentirem mais felizes, relaxadas e mais próximas da natureza.

Antes do experimento com a plantação, apenas 24% dos residentes tinham padrões saudáveis de cortisol (hormônio do estresse). Um ano depois de plantarem o índice aumentou para 53% dos residentes com padrões saudáveis de cortisol. Após a introdução das plantas, os níveis de estresse percebidos diminuíram em 6%.

Mais da metade (52%) dos residentes disse que seu quintal os ajuda a serem mais felizes, 40% disseram que a medida ajudou a ficarem mais relaxados. E mais 26% afirmaram que isso os ajudou a estar mais próximos da natureza.

“Os dados de redução de estresse são surpreendentes, pois encontramos uma resposta tão significativa com apenas um número relativamente pequeno de plantas. Agora sabemos que o acesso até mesmo a um pequeno pedaço da natureza tem efeitos benéficos para nossa saúde’, disse a Dra. Lauriane Suyin Chalmin-Pui, que conduziu a pesquisa como parte de seu PhD.

Como

O projeto de pesquisa científica, que foi feito durante quatro anos, adicionou plantas ornamentais a jardins antes expostos em ruas economicamente carentes da Grande Manchester, Inglaterra.

De acordo com um depoimento dos pesquisadores, 42 residentes receberam: 1 árvore (zimbro ou mespilo nevado), 1 arbusto (azaléia), 1 trepadeira (clematis), subarbustos (lavanda, alecrim), bulbos (narcisos, açafrões, flocos de neve) , e plantas de canteiro (petúnia, viola) para encher dois recipientes.

Já o grupo de controle recebeu as plantas um ano depois. A pesquisa mediu antes e depois da plantação as concentrações do cortisol dos residentes, para ver se a vegetação teria algum impacto. O resultado foi que os níveis de cortisol mudam ao longo do dia.

Luise, que agora é bolsista do RHS Wellbeing, disse:

“Agora podemos evidenciar a necessidade vital de incorporar plantas em nossos jardins frontais e espaços domésticos. Isso exigirá uma mudança na forma como criamos estratégias, projetamos, planejamos e construímos nossos espaços residenciais.

Ela falou do efeito transformador que a plantação provoca na vida das pessoas.

“Desde que comecei esta pesquisa, é fascinante ver como a adição de plantas aos jardins frontais realmente teve um efeito transformador na vida dos residentes. Residentes que sofrem de solidão e outros problemas de saúde mental acharam isso especialmente edificante e motivador”.

Então, aproveite essa notícia boa para plantar também. “O RHS espera que esta pesquisa inspire mais pessoas a plantar em recipientes, floreiras e árvores, em suas ruas espaços externos laterais”, disse o professor Alistair Griffiths.

“Juntos, devemos todos tentar fazer uma diferença positiva, uma planta de cada vez”, concluiu.

Com informações do GNN

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