Podas de inverno e controle de pragas

Muitas árvores frutíferas precisam de podas para a produção de frutas e formação, além de servirem para controle de pragas e doenças


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Foto: Reprodução

Tradicionalmente, no inverno fazemos podas em diversas árvores, mesmo que algumas não precisem. As nativas só recebem podas para retiradas de galhos doentes, quebrados ou que estejam atrapalhando a circulação. Mesmo as plantadas em calçadas.

Muitas árvores frutíferas precisam de podas para a produção de frutas e ou formação. Os meses de inverno (junho, julho e agosto) são os preferidos por ser um período de menor circulação de seiva e algumas espécies entram em dormência necessária para futura produção de frutas.

As podas de inverno também servem para controle de pragas e doenças que ficam alojadas em seus tronco e galhos que esperam pela safra seguinte. Muitos fungos, bactérias e insetos hibernam para voltar com força em setembro.

Há no mercado vários produtos considerados agrotóxicos para tratamento de inverno. Pela sua complexidade e toxidade devem ser aplicados seguindo a técnica recomendada, receituário agronômico e EPI.

Para quem quer seguir mais o lado da agricultura orgânica e ecológica também tem alternativas. E aquelas plantas de fundo de quintal e pequenas chácaras ou ainda como queiram caseiras tem duas caldas a serem recomendadas. São aceitas na produção orgânica: calda sulfocálcica e a calda bordalesa (verderame).

Calda sulfocálcica: é um produto que leva enxofre e cal virgem e indicada pata tratamento de inverno, após a poda, para controle de fungos, insetos como ácaros, cochonilhas e outros sugadores. Tem técnica para preparo, mas, se torna bom e barato a utilização.

Calda bordalesa: seu preparo é com sulfato de cobre e cal virgem e indicada para controle de fungos, tem algum efeito para bacterioses, cochonilha, pulgões, cigarrinhas e é repelente de insetos. Pode ser utilizado durante praticamente todo o ano.

Os dois produtos são encontrados no mercado já prontos. Fazendo em casa, se torna mais barato, mas precisa seguir as técnicas recomendadas. Depois de prontos e guardados em vidro escuro, devem ser abrigados da luz duram até seis meses. A Embrapa e o Ministério da Agricultura têm folders disponível na internet informando como fazer o preparo.

Dicas de uso

– Não aplicar na floração mesmo que haja recomendação para diluição. Algumas plantas as brotações e floração são mais sensíveis. E ainda espantam os insetos polinizadores principalmente as abelhas.

– São produtos aceitos na produção orgânica de muito baixa toxidade. Mas usem EPI para preparo e aplicação.

– São caldas que devem ser evitadas de aplicar no período mais quente do dia.

– A pasta bordalesa preparada a partira da calda é indicada para “curativo” de machucaduras de troncos e galhos. Na poda de galhos mais grossos (acima de 5 cm de diâmetro) deve ser cortado em “bisel” (inclinado para não acumular água) e utilizado a pasta para impermeabilizar. Também pode ser aplicado tinta plástica a base de água e lavável.

– A calda bordalesa é um bom fungicida para hortas desde obedecidas as dosagens e forma de aplicação para cada planta.

– A poda deve ser feita com serrote especial, tesoura de podar e podão. Nada de facão, machadinha e serrote comum.

– Manter as ferramentas de corte esterilizadas ao trocar de espécie e ou pomar. Pode ser usada água sanitária deixando no mínimo 20 minutos de molho.

Texto por Nilo Cortez, engenheiro agrônomo

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