Polinização de plantas artificial 

Confira o comentário do engenheiro agrônomo Nilo Cortez


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Foto: Divulgação

Polinizar é a transferência do grão de pólen da flor masculina para a flor feminina resultando sementes e frutos.

A natureza é fértil em alternativas permitindo que plantas tenham no mesmo pé as duas flores e se dá a autofecundação (laranjeira). Outras são plantas só masculina e outra só feminina e se dá a fecundação cruzada (Kiwi). Mas, não é simples assim. Há sempre ajuda da natureza para que isto aconteça.

Algumas plantas precisam do vento para que isto aconteça. Estima-se que 20% das espécies dependem dele para levarem o pólen de uma flor para outra. As plantas aquáticas dependem de que água levem o pólen.

A grande maioria das espécies dependem de outros seres vivos para polinizar. Os mais falados são os insetos, entre eles as abelhas, mais de 20000 espécies, com e sem ferrão. Cerca de 75% de nossa alimentação dependeriam da polinização delas. Muitas vespas, besouros, borboletas e outros tem papel importante. Por exemplo o maracujá depende da mamangava. A vespa Blastophaga poliniza o figo entrando pelo “buraquinho” e lá dentro tem as flores masculinas e femininas.

Algumas plantas têm suas flores durante a noite e precisam de mariposas, mosquitos e do morcego. São mais de 1300 espécies deles, só três são hematófagos, os outros comem frutas e espalham sementes. Comem muitos insetos e também polinizam. Levam o pólen principalmente com os seus pelos. Plantas como banana, caju, manga, pequi, magnólia e lírios dependem deles.

As aves também têm seu papel, são mais de 600 espécies que dependem de néctar para se alimentarem e polinizam. Os mais conhecidos o beija-flor, cambacica, colibri, periquito, maritaca e outros. Cerca de 5% das plantas utilizadas pelo homem dependem da polinização das aves.

O milho mesmo tendo flores masculinas “pendão” e flores femininas “espiga” no mesmo pé não faz a autofecundação. Dependem do pé perto para troca de pólen e precisam do vento em 95% das situações. E cada “cabelo” que recebe o pólen dará um grão.
A aproximação dos insetos, aves e morcegos se dá por troca de alimentação como pólen, néctar, odores e óleos. Só que a poluição, agrotóxicos, desmatamentos, fogo, monocultura e outras agressões na natureza tem escasseado estes polinizadores naturais.
Os pesquisadores estão criando robôs para ajudar na polinização.

Foto: Divulgação

Os cientistas americanos EUA construíram o “RoboBee” com músculos artificiais para voar. É ainda preso por cabo fino e leve. Mas, já está em estudo célula de energia para dar mais autonomia.

 

 

Foto: Divulgação

Os cientistas russos criaram uma abelha artificial para polinizar as plantas. E os Israelenses tem uma máquina que vai polinizar as amêndoas na Austrália. Podendo ser usado ainda em maçã, cereja, pera, ameixa e outras. Vamos aguardar isto se transformar em comercial? Mas, apostamos na preservação ambiental, e a proteção dos mais variados animais que fazem a polinização e garantam nosso alimento.

 

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