Por que é tão difícil ter empatia, em especial no trânsito? Psiquiatra responde

Conforme Rafael Moreno, raiva no trânsito tem relação com a própria formação do cérebro humano e como ele lida com suas camadas lidam com as emoções


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Psiquiatra Rafael Moreno (Foto: Divulgação)

O médico psiquiatra Rafael Moreno analisou por que é tão difícil ter empatia, especialmente no trânsito, no quadro Direto Ao Ponto desta segunda-feira (12), no Troca de Ideias. Conforme ele, reações mais intempestivas são motivadas por emoções negativas e pela própria formação do cérebro humano.

“Quando a pessoa passa alguma emoção forte, especialmente raiva, que é o que vem do trânsito, a empatia é diminuída ou some naquele indivíduo, a não ser que seja com alguém previamente conhecido”, analisa. “Esse que é o grande problema quando o ser humano está sob a ação de fortes emoções negativas”, pontua. “Ele acaba fazendo coisas que ele não faria se tivesse sem emoções fortes na ação dele.”


ouça o quadro

 


 

Para o psiquiatra, “é resquício do nosso cérebro reptiliano”. “O nosso cérebro é formado por algumas camadas, e tem uma teoria que fala que a parte mais primitiva do cérebro é um cérebro reptiliano, de um réptil, muito parecido como de uma serpente, de um lagarto. Todos teriam isso, e quando a gente está sob um estresse extremo, a gente age como um animal primitivo”, explica.

Conforme Rafael Moreno, após essa camada, haveria uma camada mamífera, responsável pelas relações, e por último a camada do pensamento. “Então, a gente, para conseguir agir como um ser humano mais racional, a gente não pode estar com esse cérebro reptiliano, das emoções muito ativo. Senão, a gente acaba regredindo e não fazendo com que a parte mais fina e racional do cérebro funcione”, destaca.

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