Potencial inovador em biotecnologia e automação em alimentos e saúde une os Vales, afirma coordenadora do Inova RS

Primeira reunião da Mesa do Inova RS Região dos Vales terá transmissão ao vivo na próxima terça-feira, pelas redes sociais.


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Cíntia Agostini é economista, professora universitária e presidente do Codevat (Foto: Jonas de Siqueira)

A primeira reunião da Mesa do Inova RS – Região dos Vales ocorre na próxima terça-feira (13). Participam lideranças locais dos vales do Taquari e Rio Pardo, integrantes da sociedade civil organizada, empresários e representantes de instituições de ensino. O encontro ocorre a partir das 14h, com transmissão ao vivo pelo Facebook da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do RS.

A Mesa é um grupo composto por lideranças locais, responsáveis por dar aval aos planos da região e orientar a coordenação de esforços. Os membros também são responsáveis por decidir sobre os projetos prioritários para o ecossistema da Região dos Vales.

A economista e presidente do Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat), Cíntia Agostini, é a coordenadora técnica do Inova RS para a Região dos Vales. Conforme ela, o programa objetiva tornar o Rio Grande do Sul referência em inovação como estratégia de desenvolvimento. “Isso não é nada simples”, admite.


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Para concretizar esse objetivo, o governo do estado lançou a iniciativa no final do ano passado. O RS foi dividido em oito regiões, com os vales do Taquari e Rio Pardo juntos. Em cada região foram formados comitês técnicos e estratégicos. As duas principais universidades dos vales, Unisc e Univates, lideram o processo localmente.

Cíntia explica que o intuito é “pensar a região estrategicamente e pensar áreas em que se vai investir esforços em termos de inovação”. Antes da primeira reunião, os grupos de trabalho elaboraram diagnósticos de potenciais das regiões.

A economista observa como diferenciais a biotecnologia e automação para os setores de alimentos e saúde. “Até então, de tudo que a gente coletou de informações, nos parece mais plausível pensarmos em nos tornar referências em tecnologias, especificamente biotecnologia e automação para setores de alimentos e saúde”, avalia.

“Claro que existem outras áreas também”, reconhece, ao citar, por exemplo, a tecnologia da informação e de serviços. Porém, Cíntia Agostini destaca que a biotecnologia e automação em alimentos e saúde une os Vales em objetivos comuns.

A definição sobre o foco de projetos em inovação será feita a partir da reunião de terça-feira da Mesa do Inova RS. “A decisão da Mesa é a que vale”, explica Cíntia.

Conforme a coordenadora técnica do programa para os vales, a região busca alinhar estratégias para já contar com recursos e destravar projetos nas áreas definidas já para 2021. Também são almejadas parcerias institucionais privadas. “Nos tornar referência é uma caminhada longa”, avalia.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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