Potências nucleares se comprometem a evitar conflito atômico

Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França deixaram de lado as tensões para reafirmarem seus comprometimentos com um futuro mais seguro em relação às armas nucleares


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Foto: Divulgação

As cinco maiores potências nucleares, em uma rara demonstração de unidade, se comprometeram nesta segunda-feira (03) a evitar a disseminação de armas atômicas e um possível conflito nuclear.

Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França deixaram de lado as tensões diplomáticas, políticas e econômicas para reafirmarem seus comprometimentos com um futuro, ao menos, mais seguro em relação às armas nucleares.

A declaração conjunta foi divulgada pelos cinco países signatários do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), válido desde 1970, após o anúncio do adiamento, em razão da pandemia de covid-19, do processo de revisão do acordo, que estava marcado para o dia de 4 de janeiro.

As cinco nações – chamadas de P5 ou N5 – também são membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.

Apesar de Rússia e China estarem em oposição a seus parceiros ocidentais em uma variedade de temas – que vão desde questões de economia a direitos humanos –, as potências nucleares afirmaram em conjunto que “uma guerra nuclear não pode ser vencida e jamais deve ser travada”.

Evitar “uso não autorizado” das armas

Segundo a declaração, as cinco nações consideram que “evitar a guerra entre os Estados com poder nuclear e a redução de riscos estratégicos são nossas responsabilidades primordiais”. “Pretendemos manter e, mais além, reforçar nossas medidas nacionais para evitar o uso não autorizado ou não proposital das armas nucleares.”

Na declaração, os países prometem cumprir um artigo fundamental do TNP, sob o qual os Estados se comprometem com o total desarmamento no futuro das armas nucleares.

A declaração surge em um momento em que as tensões entre a Rússia e os EUA atingem o ponto mais alto desde o fim da Guerra Fria, impulsionadas pelas ameaças russas à Ucrânia. Moscou, por sua vez, teme a possibilidade de uma expansão da Otan para o Leste Europeu.

Ao mesmo tempo, crescem as preocupações em relação ao desentendimento entre a China e os EUA envolvendo o domínio de Pequim sobre Taiwan.

A declaração também vem em um momento em que as potências mundiais tentam reavivar o acordo nuclear de 2015 com o Irã, do qual os EUA se afastaram durante a presidência do republicano Donald Trump, em 2018.

Fonte: DW

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