“Precisamos de mais diálogo e menos ânimos alterados”, diz titular da Secel de Lajeado sobre polêmica envolvendo a Alaf

Secretário Carlos Reckziegel admite disposição da prefeitura em discutir cobrança de aluguel por ginásios; time feminino pode ir para outro município e categoria de base encerrar atividades


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Foto: Lidiane Mallmann

A Prefeitura de Lajeado, através do titular da Secretaria da Cultura, Esporte e Lazer, Carlos Reckziegel, se manifestou, na manhã desta sexta-feira (13), sobre o decreto que determina a cobrança de aluguel dos ginásios municipais, medida que pode comprometer as atividades das categorias de base e do time feminino da Associação Lajeado de Futsal (Alaf).


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Nesta quinta-feira (12), no programa Panorama, da Rádio Independente, o tesoureiro da Alaf, Alexandre Heissler, afirmou que a cobrança de R$ 47,80 por hora ocupada nos ginásios municipais, usados para treinamento e mando de jogos em competições, é financeiramente inviável e pode resultar na transferência da equipe feminina para outro município e fechar a divisão de base, que atende cerca de 130 meninos e meninas.

O secretário Carlos Reckziegel frisa que a administração não está em litígio com a entidade. Porém, afirma que o decreto é antigo e necessário para regulamentar a utilização dos espaços públicos. “No nosso entendimento, temos muitas escolhias que cobram mensalidade, em diferentes modalidades, por isso é justo que paguem pelos horários. Estes ginásios precisam de manutenção, pagamento de água e luz. Também fizemos muitos investimentos nos ginásios. Todo o espaço precisa ser mantido. Por isso, a Alaf precisa também fazer este pagamento”, esclarece.

Reckziegel reconheceu a importância da instituição Alaf, e destacou o projeto desenvolvido entre prefeitura e a agremiação no Morro 25. “Tenho uma admiração muito grande e sou torcedor da Alaf. A entidade presta um importante trabalho na área esportiva. Temos um projeto para atender até 50 alunos no Morro 25, onde vamos investir R$ 140 mil em 20 meses. Além disso, auxiliamos o time profissional da Alaf com R$ até R$ 25 mil para bancar o ônibus que a equipe viaja para jogos fora de Lajeado, através de projeto de lei aprovado pela Câmara de Vereadores”, explica.

O secretário pondera que faltou diálogo e admite que a prefeitura está disponível para discutir o assunto. “Está faltando um pouco de calma. Precisamos de mais diálogo e menos ânimos alterados. Nós seguimos à disposição da Alaf para conversar a respeito disso. Tivemos recentemente a visita do Adílson Brandt, que cuida a parte das categorias de base da Alaf, no Parque do Imigrante e chagamos a um entendimento. É importante sim que se ajude a custear estes espaços para todos que querem praticar esporte no local. Seguimos à disposição para apoiar, tirar dúvidas e dialogar. Numa boa conversa, podemos ajustar as coisas”, finaliza.

Texto: Luís Fernando Wagner
noticias@independente.com.br

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