Predadores de peixes

Confira o comentário do engenheiro agrônomo Nilo Cortez.


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Foto: Divulgação

Alguns pequenos criadores de peixe consultaram sobre predadores. O maior deles somos nós os humanos e de diversas formas. Poluindo as águas com esgotos, estercos, lixos diversos, resíduos de agrotóxicos que escorrem para arroios, rios e açudes. Inclusão de especies não adequadas que depois se tornam predadores como a rã touro, mexilhão dourado e mesmo carpas e tilápia que predam espécies nativas. É só escapar do controle. Não tem seu habitat no rio Taquari e arroios e açudes da região.

Fora a polêmica com a introdução da Truta arco-íris na década de 1980 e come lambaris e barrigudinhos que são também alimentos do jundiá. E o Black bass que ataca os alevinos, crustáceos e rãs. Legais, mas, há controvérsia.

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Em outros momentos a pesca predatória inclusive com explosão, covas, tarrafas, redes e anzóis de forma ilegal é “roubar mesmo” são crimes ambientais.

Como controlar isto? Com cursos, tecnologia e educação sobre o valor da piscicultura e a importância no meio ambiente. Ação de fiscalização aos infratores. Alguns produtores fazem armadilhas com arame farpado para arrebentar redes e tarrafas etc…

Temos também o grupo de animais que fazem parte do ciclo da vida, da cadeia alimentar e é preciso conviver com eles. Quanto muito usar técnicas para diminuir a predação. E isso é possível e ensinado nos bons cursos de criação e manejo de peixes.

Algumas aves causam prejuízos consideráveis na piscicultura entre elas a Garça, Bem-te-vi, Martim-pescador, Biguás e em alguns locais morcegos pescadores. O uso de redes adequadas ajuda, por outro lado traz problemas pelas perdas de aves enroscadas. Há aparelhos sonoros a gás que emitam tiros que com o tempo elas se acostumam. Criação de refúgios parece o mais recomendado. Ou evitar os locais de paradas destas aves, mais são paliativos.

Foto: Divulgação

A lontra tem causado problemas e podem ser diminuídos com altos investimentos com cercas de 2 m. Em determinado momentos o ratão do banhado sai da sua dieta preferencial de capim, raízes, tubérculos e plantas aquáticas para comer peixes, muitas vezes já machucado por outros predadores. Há informações que o uso de saquinhos com cabelos humanos espalhados afugenta os animais. Outra forma é a circulação de cachorros pelo local fica o seu cheiro e também espanta. Não os usas como caçador.

Cobra d’água preferem rãs e sapos só com muita fome ataca peixes. Já por outro lado o muçum e a traíra são predadores que devem ser combatidos já no preparo do açude para receber os alevinos. O uso de calcário e filtragem na entrada da água dá bom resultado. Há técnica para fazer isto procure orientação no escritório da EMATER.

Outros animais causam prejuízos consideráveis e são pouco notados pelo seu tamanho e preferência a alevinos de pequeno porte. As larvas da libélula (lavadeira), barata da água, cascudinhos da água, hemípteros aquáticos. Seu controle tem técnicas apuradas para diminuição de predação. Mas, sempre lembro que fazem parte da cadeia alimentar, ora comem ora são comidos. O uso de alevinão diminui as perdas.

A criação de peixes de forma comercial ou para consumo caseiro para dar certo precisa de técnica e cuidado como qualquer outra criação. Se aprofunde estudando. Na internet tem boas informações.

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