Prefeito de Lajeado rechaça modelo de outorga e pede mais tempo para discutir concessão de rodovias

“Lançar o edital em setembro, com todas essas dúvidas em aberto, sem o debate necessário com os municípios, é inconcebível”, afirma Marcelo Caumo


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Prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo (Foto: Tiago Silva)

O prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo (PP), pede mais tempo de discussão para melhorar pontos sensíveis do modelo de concessão de rodovias proposto pelo Governo do Estado. De acordo com ele, o Vale do Taquari rechaça o modelo de outorga, em que a empresa vencedora paga ao governo um adiantamento para assumir a rodovia e ter o direito de exploração e manutenção. “O sucesso do processo depende da construção que se faz nesse momento preliminar ao lançamento do edital”, Caumo ressalta.


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De acordo com o prefeito, “lançar o edital em setembro, com todas essas dúvidas em aberto, sem o debate necessário com os municípios, é inconcebível”. Caumo faz um paralelo com a concessão da BR-386, em que as discussões começaram em 2017 e o contrato só foi assinado em 2019. “Pensar em fazer audiência pública em julho e ter o contrato assinado no primeiro semestre de 2022, a probabilidade de não ter o melhor contrato é muito grande”, entende. “Não há condições viáveis para que em setembro se tenha o edital de concessão”, afirma.

Caumo sustenta que o Governo do RS tem que dar maior prazo maior para ouvir sugestões e realizar adequações no projeto. “É fundamental a inclusão dos municípios e dos prefeitos no detalhamento desse projeto, porque é nas cidades que as coisas acontecem”, pontua.

“O modelo da outorga é rechaçado pela região, não é aprovado”, afirma o prefeito de Lajeado. “Isso influi no valor da tarifa, principalmente para o transportador”, alerta. Novamente, Caumo compara com a BR-386, em que a concessão ocorreu somente com o critério de menor tarifa. Naquele formato, o valor da cobrança de pedágio baixou quase 50% no leilão do que a estimativa original prevista.

Conforme o chefe do Executivo lajeadense, para o Vale do Taquari é fundamental poder decrescer o valor da tarifa sem um limite mínimo é fundamental. Sem a inclusão da possibilidade, Caumo é taxativo: “Esse modelo proposto pelo Governo do Estado não atende as expectativas da região.”

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Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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