Prefeito de Venâncio cobre falta de médico e vai para linha de frente do combate à pandemia 

Jarbas Rosa não exercia a medicina desde que assumiu o cargo de Chefe do Executivo, em janeiro deste ano. Segundo ele, a "paixão pela profissão e responsabilidade" justificam a sua atitude.   


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Devido à falta de médico na unidade básica de saúde do Bairro Gressler na noite desta segunda-feira (1º), o prefeito de Venâncio Aires, o médico Jarbas Rosa, decidiu assumir a escala de trabalho. O chefe do Executivo Municipal não exercia sua profissão desde o início deste ano. “É uma situação que ninguém gostaria de estar, mas é minha profissão. [..] Neste momento de falta de profissionais médicos para a cobertura de escala, me disponibilizei depois do meu horário na prefeitura (17h). Eu nem pensei muito, só peguei e fui”, relata.


ouça a entrevista

 


 

Segundo o prefeito, já foi feita reposição na escala para esta terça-feira (2), no entanto, na quinta-feira (4), ele deve voltar à função. “Ontem minha alma corroía. Eu sentia que precisava fazer algo a mais. Aí, no final da tarde, quando decidi que ia fazer isso aí, senti, quando sentei na cadeira, e atendi o primeiro paciente, que estava sendo útil.”

Em uma postagem na sua página no Facebook, Rosa compartilhou seu sentimento em poder auxiliar neste momento de falta de profissionais e também de esgotamento do sistema de saúde. Ele cita na publicação que sua paixão pela profissão e a responsabilidade como médico o fizeram tomar esta atitude. O post teve grande repercussão nas redes sociais.

Confira a postagem:

Após o plantão, o retorno ao Executivo

Rosa conta que nesta terça-feira (2) já estava desde às 7h na prefeitura. Antes da entrevista no programa Panorama, participou de uma reunião no Hospital São Sebastião Mártir, onde foi acertada a abertura de mais um setor covid para internação, com 15 leitos.

Venâncio Aires vive uma situação caótica. O prefeito informa que há dez pacientes internados na UPA, seis na emergência do hospital e mais cinco aguardando leitos de UTI. “Estamos com 23 leitos de UTI Covid (todos ocupados). A situação é dramática”, lamenta.

“Há 30 dias atrás eu alertava em um vídeo nas redes sociais prevendo este colapso, por isso, fiz um toque de recolher no Carnaval“, diz ao lembrar que foi o primeiro prefeito do estado a realizar a ação antes do atual momento vivido de colapso no sistema de saúde. “Se o governador do RS tivesse atendido meu apelo, talvez não tivéssemos aquelas festas de carnaval, principalmente, no litoral gaúcho.”

“Se os gestores não tomam providências para que não ocorram festas clandestinas, acontece o que ocorreu no Carnaval, no Brasil. Praticamente, festas públicas.”

Texto: Rodrigo Gallas
web@independente.com.br


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