Prefeito de Venâncio pede ao Estado para adiantar obras de duplicação previstas para a RSC-453

Segundo cronograma original, trabalhos seriam realizados a partir do 12º ano de concessão. Jarbas da Rosa quer se seja entre o 5º e o 10º ano


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Jarbas reforça a ligação de Venâncio Aires com o Vale do Taquari; município retornou à Amvat (Foto: Caroline Silva)

O prefeito de Venâncio Aires, Jarbas da Rosa (PDT), abordou o retorno do município à Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat), e também reforçou o pedido para adiantar as obras de duplicação da RSC-453 no projeto de concessão da rodovia.

Rosa destacou que o retorno de Venâncio à Amvat vem se desenhando desde que assumiu a prefeitura, em janeiro deste ano. Conforme ele, o objetivo é estar integrado às grandes discussões regionais. “Venâncio, historicamente e geograficamente, tem relação direta com o Vale do Taquari. Então, nós temos vários objetivos, e esse ano temos vários assuntos discutidos na Amvat”, lembra.


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O prefeito cita o turismo regional, especialmente o religioso, puxado pelo Cristo Protetor de Encantado. Venâncio Aires tem a segunda maior igreja neogótica da América Latina, e a ideia é reforçar a interligação turística. Rosa também aponta as discussões sobre as concessões de rodovia entre os principais interesses de Venâncio Aires.

O município quer adiantar o cronograma. No calendário do Governo do RS, seriam realizadas a partir do 12º ano na RSC-453. A prefeitura quer que seja entre o 5º e o 10º ano de concessão. “Essa duplicação é muito importante. Não pode ser postergada”, afirma.

Rosa destaca que a rodovia inicia no trevo de acesso a Venâncio Aires, passa por sete bairros, incluindo o Distrito Industrial, e influencia diretamente a vida de 20 mil habitantes. São 5 quilômetros no perímetro urbano do município. O prefeito quer que pelo menos esse trecho seja duplicado antes. O pedido já foi formalizado ao Estado.

Para o chefe do Executivo, com isso seria possível a entrega concomitante das duplicações tanto da RSC-453 como da RSC-287, essa já concedida à iniciativa privada. Como vai aumentar essa ligação, com maior fluxo de veículos, é fundamental para a segurança no trânsito, defende o prefeito de Venâncio.

Rosa também se soma às criticas de lideranças do Vale do Taquari contra o modelo de outorga. De acordo com ele, a outorga funciona como uma tarifa extra, que eleva o valor do pedágio. Nas suas contas, quase duplica. “Não é o mais adequado”, entende o político, para quem o modelo de concorrência por menor preço deveria ser seguido pelo Estado, assim como foi feito no caso da RSC-287.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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