Prefeitos do G6 debatem projeto para construção de usina com produção de biogás

Grupo é composto por Fazenda Vilanova, Imigrante, Paverama, Poço das Antas, Teutônia e Westfália. Empreendimento custaria cerca de R$ 40 milhões. Proposta está em fase inicial


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Encontro foi no Engenho Quatro Ventos, na Linha São Jacó, no interior de Teutônia (Foto: Gabriela Hautrive)
Representantes dos municípios do G6 marcaram presença no evento (Foto: Gabriela Hautrive)

Tratar dejetos dos animais, promover uma economia circular e evitar a saturação e contaminação do solo, esses são alguns motivos que fizeram os prefeitos dos municípios do G6, composto pelas cidades de Fazenda Vilanova, Imigrante, Paverama, Poço das Antas, Teutônia e Westfália, se reunirem pela terceira vez, desde a criação do movimento, com primeiro encontro em 18 de junho, para debater sobre a produção de biogás e possível construção de uma usina. O evento aconteceu na manhã desta sexta-feira (6), no Engenho Quatro Ventos, na Linha São Jacó, no interior de Teutônia. O tema foi ampliado pelo engenheiro químico e representante da empresa Arquea Resources, Fábio Miguel Menz. Além disso, contou com participações do engenheiro da Prefeitura de Teutônia, Alexandre Etgeton e do vice-presidente da Associação Pró-Desenvolvimento de Languiru, Rudimar Landmeier.


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Conforme o presidente do grupo e prefeito de Imigrante, Germano Stevens, o tratamento do dejeto animal é um assunto amplo, que atinge não somente os municípios do Vale do Taquari, como de todo o Estado do Rio Grande do Sul, e alternativa para isso, na região em que os municípios do G6 estão localizados, seria a construção de uma usina de biogás. “Nós estamos conversando de maneira muito precoce ainda, no início, mas é uma questão em que todos os municípios vão ter que se unir para achar alternativas, principalmente para os desejos suínos que hoje são uma crescente”, relata. O empreendimento se torna importante, segundo o prefeito, tanto para os municípios como para os produtores envolvidos. A ideia inicial, é que a usina seja construída em um determinado ponto estratégico, beneficiando todas as seis cidades.

O grupo investidor, empresa Arquea Resources, é a responsável por fazer o mapeamento do local e estudar o projeto mais viável para implantação do negócio. “Eles já possuem um levantamento dos municípios que mais produzem o dejeto, então eles tem uma ideia de construir a usina, com investimento de aproximadamente de R$ 40 milhões, tendo uma central para poder receber esses dejetos”, explica. Porém, não há muitos detalhes de como se instalaria na prática, como questão de transporte e quanto cada município precisaria investir, justamente por estar em uma fase inicial de debates, conforme reforça o prefeito: “Isso, se vier a acontecer, será uma grande conquista para todos os municípios envolvidos”, destaca.

Tema foi ampliado pelo engenheiro químico e representante da empresa Arquea Resources, Fábio Miguel Menz (Foto: Gabriela Hautrive)
Tema foi ampliado pelo engenheiro químico e representante da empresa Arquea Resources, Fábio Miguel Menz (Foto: Gabriela Hautrive)

O andamento no tema será dado com uma nova reunião entre os prefeitos, para que a partir disso, possam tomar decisões e traçar metas sobre o projeto. “Nós vamos nos reunir, debater e ver o próximo passo que vamos dar em conjunto, sempre visando a melhoria para nossos municípios”, diz o presidente. Na reunião desta sexta-feira (6), o anfitrião, prefeito de Teutônia, Celso Aloísio Forneck, destacou que o assunto em debate já era um projeto de governo durante sua campanha eleitoral, visando o tratamento de esgoto em Teutônia, e que o município tem total interesse em apostar e participar do empreendimento.

Já a prefeita de Poço das Antas, Vânia Brackmann, demonstrou certa preocupação em termos de logística e o chefe do poder executivo de Paverama, Fabiano Merence Brandão, informou que a produção de suínos integrados no município ainda está em fase de expansão.

Além do presidente Germano Stevens, a diretoria do G6 também é composta pelo secretário executivo, assessor de planejamento de Teutônia, Vitor Ahlert, e da secretária geral, assessoria de comunicação de Poço das Antas, Jenifer Kunzler Beckenbach. A última reunião do grupo havia sido no dia 2 de julho e o próximo encontro ainda não tem data definida. A ideia é fazer uma reunião por mês, sempre em uma cidade diferente, sendo que os primeiros três encontros foram em Poço das Antas, Imigrante e Teutônia. Nessas oportunidades os temas abordados foram melhorias na transmissão de energia elétrica, com a participação do coordenador da RGE, Umberto Santana, e o fomento ao turismo, com a presença do secretário estadual de Turismo, Ronaldo Santini.

O que é o biogás

Biogás é o nome comum dado a uma mistura de gases que foi produzida pela decomposição biológica da matéria orgânica na ausência de oxigênio. Normalmente consiste em uma mistura gasosa composta principalmente de gás metano e gás carbônico, com pequenas quantidades de gás sulfídrico e umidade, que são os dejetos dos animais. Eles contaminam as ruas e transmitem doenças para a população. Diante disso, o biogás é visto como alternativa para geração de energia elétrica em substituição ao gás natural e é o gás produzido a partir da decomposição da matéria orgânica (resíduos orgânicos) por bactérias. Essa energia mecânica ativa um gerador que produz energia elétrica.

Texto: Gabriela Hautrive
reportagem@independente.com.br

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