Prefeitos do Vale pedem apoio para amenizar prejuízos da enchente

Videoconferência reuniu bancada gaúcha e representantes de cidades atingidas pelas cheias.


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Videoconferência ocorreu na terça-feira, 14 de julho (Foto: Divulgação/Amvat)

Prefeitos do Vale do Taquari participaram, nesta terça-feira (14), de videoconferência com deputados da bancada gaúcha em Brasília, que tratou sobre a enchente da última semana e provocou estragos em várias cidades da região. Secretários estaduais, representantes do governo federal e da Defesa Civil também colaboraram trazendo informações aos chefes do Executivo.

O presidente da Amvat e prefeito de Imigrante, Celso Kaplan (PP), informou, durante a videoconferência, as ações emergenciais que foram tomadas logo após a cheia. “Proporcionamos aquele auxílio de alimentos, colchões, cobertores, roupas. Mas precisamos de ajuda, porque ainda há muito para ser feito”, destacou Kaplan, salientando que os municípios da região estão encaminhando, ainda hoje, os seus decretos de emergência às defesas civil estadual e nacional.

Para o presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) e prefeito de Taquari, Maneco Emanuel Hassen, é preciso agilizar o processo de liberação de recursos aos municípios. “Isso daria uma liberdade para que os municípios pudessem fazer o que é prioridade”, observou.

O prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo (PP), apresentou imagens da cidade, onde 1,3 mil pessoas tiveram de deixar as suas casas por causa da enchente. Ele salientou que, além de ajuda humanitária, são necessários recursos para obras de infraestrutura, inclusive para recuperar 400 metros da barranca do Rio Taquari, que cedeu em onze pontos no município de Lajeado.

De acordo com o secretário nacional de Defesa Civil, Alexandre Lucas, o Estado está dando apoio aos municípios para a assistência humanitária, com recursos para cestas básicas e abrigamento das famílias atingidas. Já o governo federal deve se mobilizar para disponibilizar verbas para reconstrução. “Recurso da Defesa Civil depende de reconhecimento federal. Alguns acham que é burocracia, mas é necessário para evitar o uso inadequado. Então, precisamos receber esses protocolos”, afirmou Lucas.

O deputado federal Giovani Cherini (PR), que coordenou a reunião, enfatizou que o Estado enfrentou a seca, a pandemia do novo coronavírus e, agora, a enchente – a maior dos últimos 64 anos. “Sabemos o quanto é difícil e queremos participar, trabalhar em conjunto para termos mais resultados”, colocou o deputado. AI/NR

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