Prefeitos têm que compreender que não vou abrir mão do deslocamento do pedágio de Encantado, afirma Jonas Calvi

“Estamos colocando à disposição da região o maior Cristo do Brasil. Em contrapartida, a gente pede que os municípios compreendam essa dificuldade que nós temos com essa praça de pedágio dividindo o município”, explica


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Prefeito de Encantado, Jonas Calvi (Foto: Divulgação)

No Troca de Ideias desta terça-feira (10), o prefeito de Encantado, Jonas Calvi (MDB), abordou o debate sobre a localização das praças de pedágio e do modelo de outorga — do qual é contra —, discussão lançada na região com o anúncio do plano de concessão de rodovias do Governo do RS. As estradas do Vale do Taquari estão no bloco 2 de leilões. “Ninguém mais do que Encantado e Cruzeiro do Sul têm autoridade para falar de pedágio”, lembra Calvi, sobre os 23 anos com a praça de cobrança nos dois municípios.


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O prefeito vincula a discussão ao Cristo Protetor e a valorização do turismo para pedir o deslocamento da praça de pedágio, de modo que não divida comunidades de Encantado ao meio. “O que eu sempre peço para a região é compreender o momento que Encantado está vivendo. Estamos colocando à disposição da região toda o maior Cristo do Brasil. Em contrapartida, a gente pede que os municípios da região compreendam essa dificuldade que nós temos com essa praça de pedágio dividindo o município”, explica.

De acordo com ele, as conversas com os demais gestores municipais têm evoluído. Calvi classifica os diálogos com Marcelo Caumo, de Lajeado, e Danilo Bruxel, de Arroio do Meio, ambos do PP, como tranquilos e sinceros.

“A gente não é contra o pedágio. As empresas do nosso município não são contra o pedágio”, diz ele, ao apontar para a necessidade de adequar a localização. “A gente é parceiro para toda e qualquer discussão. Agora, os prefeitos têm que compreender que não vou abrir mão de discutir o deslocamento da praça da pedágio de Encantado. Isso está bem claro”, afirma.

Em paralelo, o chefe do Executivo de Encantado diz que o município trabalha para viabilizar a duplicação até Lajeado. “Isso para nós é muito mais importante do que a simples duplicação do nosso trajeto urbano”, entende. “Temos essa concepção: em vez de pensar só no trajeto urbano de Encantado, a gente está pensando no trajeto de Encantado até Lajeado como forma de duplicação.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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