Prefeitura de Lajeado determina fechamento do comércio não essencial

Decreto entra em vigor nesta segunda-feira (4). Confira o que poderá ou não funcionar.


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Foto: Natalia Ribeiro / Arquivo

Seguindo determinação do governo do Rio Grande do Sul, a Prefeitura de Lajeado publicou, na tarde deste domingo (3), um novo decreto que volta a determinar o fechamento do comércio não essencial. O texto entrará em vigor nesta segunda-feira (4). Entre os dias 30 de março e 15 de abril os mesmos estabelecimentos já tiveram de fechar as portas, ou seja, será a segunda vez durante a pandemia da Covid-19.

Em entrevista à Rádio Independente, na tarde deste domingo, o prefeito Marcelo Caumo (PP) explicou o que poderá ou não funcionar a partir da próxima semana.

Confira:

– Restaurantes: podem atender aos clientes, sem horário de fechamento determinado;

– Lancherias e bares: podem atender aos clientes até as 20h;

– Construção civil: liberada para trabalhar;

– Postos de lavagem: podem atender desde que com horário marcado e sem aglomeração de pessoas;

– Escritórios de contabilidade e advocacia: podem trabalhar desde que com horário marcado e sem aglomeração de pessoas;

– Consultórios médicos: podem atender pacientes desde que com horário marcado e sem aglomeração de pessoas;

– Salões de beleza: podem atender clientes desde que com horário marcado e sem aglomeração de pessoas;

– Lojas de material de construção: podem atender, evitando aglomeração de pessoas;

– Shopping Lajeado: fechado, mas os lojistas poderão trabalhar à distância, com take away, drive thru/drive-in ou tele-entrega;

– Festas e eventos: seguem proibidos;

– Atividades religiosas em igrejas: seguem determinação estadual para a ocupação de até 30 pessoas nos templos. A Prefeitura, porém, orienta que sejam feitas lives pela internet;

– Academias: Podem abrir desde que com lotação máxima de duas pessoas, ou seja, aluno e professor;

– Comércio em geral: portas fechadas. Podem atender por telefone, take away, drive thru/drive-in ou tele-entrega;

– Indústrias: autorizadas a funcionar por meio de decreto específico, do governo do Estado. Vale para frigoríficos, um dos focos da pandemia na região.

Uma novidade do decreto municipal é a proibição para o consumo de álcool em locais públicos, como ruas, calçadas e postos de combustíveis. As lojas de conveniência dos postos deverão lacrar as geladeiras, já que estarão proibidas de vender bebidas alcoólicas a contar desta segunda-feira.

Outro fator novo é o estabelecimento de um fiscal de fila. Agências bancárias, lotéricas e supermercados deverão colocar funcionários para organizar as filas e assim evitar a aglomeração de pessoas. São serviços considerados essenciais e, por isso, o cuidado será redobrado. Conforme o prefeito Caumo, os órgãos e estabelecimentos deverão disponibilizar funcionários próprios porque a administração não dispõe de fiscais suficientes para colocar nas filas dos respectivos locais.

Entenda os termos

Delivery: tele-entrega do produto ao cliente.

Drive thru/drive-in: compra ou retirada do produto sem sair do veículo.

Take away: Serviço “pague e leve”, em que o cliente encomenda de casa ou do trabalho e retira o produto no local, sem entrar no estabelecimento.

Conversa com o Estado

Durante a entrevista ao Grupo Independente, o prefeito revelou trocas de mensagens com o governador Eduardo Leite (PSDB) nos últimos dias. Segundo Caumo, a conversa será retomada na segunda-feira, com o objetivo de tentar flexibilizar as regras impostas para o município. “É uma semana muito importante para o comércio. É a segunda mais importante entre as datas, por conta do Dia das Mães. Os nossos números no fim de semana deram uma melhorada”, explicou o prefeito.

O novo decreto de Lajeado atende a determinações do governo do Estado para o Vale do Taquari, anunciadas na última quinta-feira (30) pelo governador Eduardo Leite (PSDB). A região tem bandeira vermelha para a Covid-19, com 208 casos confirmados. Junto da Região Norte está entre o grupo que mais preocupa o Piratini. “Se calcularmos temos 65 pessoas que estão confirmadas, positivas pra coronavírus, e que estão se tratando em casa”, argumenta Caumo.

O elevado número de infecções nessas regiões é puxado por Lajeado, que tem 116 confirmados até a tarde deste domingo, e Passo Fundo, com 186. O decreto de Lajeado estará em vigor até que o governo gaúcho diminua o grau de perigo para a doença nos municípios e determine a flexibilização para estas regiões. O mesmo vale para o comércio, que deverá fechar as portas a contar desta segunda-feira.

Avaliação do decreto do feriado

Desde as 20h da última quinta-feira (30) estão suspensos os serviços não essenciais em Lajeado – o que incluiu o fechamento das indústrias. Segundo Caumo, foi algo excepcional, aproveitando o feriado do Dia do Trabalhador, na sexta-feira (1º). Diante do decreto, que vigora até as 6h da segunda-feira, o prefeito avalia o comportamento das pessoas. “Tenho certeza que a comunidade vai seguir atenta e auxiliando, para que a gente possa passar por tudo isso da melhor forma possível”.

Texto: Natalia Ribeiro / jornalismo@independente.com.br

12 Comentários

  1. PARABÉNS ao Governador e ao Prefeito!
    Conseguiram deixar de fora justamente os locais com focos da pandemia!
    É como diziam os antigos: “Parece que se estudaram, estudaram um saco de pregos”

  2. O senhor Gilberto Morizi Kozima está falando pouco mas ao mesmo tempo tudo o que acho também te dou meus parabéns porque muitas pessoas estão sentindo o mesmo.Onde mais tem focos eles deixam aberto.Caumo cria vergonha na cara e decreta fechamento dessas indústrias porque vc é o Prefeito dessa cidade ainda então vc tem esse poder junto com o MP que já estava querendo a tempos fechar essas empresas.

    • Os frigorifícios de lajeado também poderiam entar neste rol prefeito Caumo. A produção e abate dos animais poderiam muito bem ser destinado a frigoríficos de outros municípios ou estados visinhos. Ou o sr. não pensa ou o sr. não tá nem aí para o problema. O comércio que se f…. para o sr. e o governador, o comércio é o único culpado pela disseminação do covíd.

  3. Uma sugestão.. Seria possível colocar o link para o decreto nas reportagens? Assim facilita o acesso a informação.

  4. Não consigo entender…pois o foco está nos frigoríficos…e eles fecham as lojas.
    Alguém poderia me explicar…pois eles estao com sérios problemas…Covid afetou a inteligência deles

  5. Os frigorifícios de lajeado também poderiam entar neste rol prefeito Caumo. A produção e abate dos animais poderiam muito bem ser destinado a frigoríficos de outros municípios ou estados visinhos. Ou o sr. não pensa ou o sr. não tá nem aí para o problema. O comércio que se f…. para o sr. e o governador, o comércio é o único culpado pela disseminação do covíd.

  6. Concordo com o fechamento, entretanto os frigoríficos que são os focos, estão aberto, qual seria a justificativa para isso?

  7. o entendimento de tudo e o desentendimento de nada ,fácil assim .tô perplexo com tanta falta de consideração do senhor prefeito .

  8. Vergonhoso atitude do nosso prefeito de Lajeado . … deixar os frigoríficos aberto ..e as lojas fechadas …… vergonhoso..

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