Prefeitura de Lajeado prevê contratação de novos médicos nas próximas semanas para preencher vagas em aberto

Apesar dos problemas, o secretário Cláudio Klein afirma que não há falta de médicos nos bairros — o que há é menor carga horária em cada posto, admite


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Foto: Tiago Silva

A Prefeitura de Lajeado prevê a contratação de novos médicos nas próximas semanas para suprir a falta de profissionais na rede municipal de saúde. A estimativa da Secretaria de Saúde é que, até o dia 15 de julho, seis novos clínicos preencham as vagas em aberto no contrato de assistência profissional de saúde firmado entre a prefeitura e a Univates.

Para atrair os profissionais, a administração municipal promove reajustes nas chamadas “horas médicas”. Também começou a fazer contratações via pessoa jurídica (PJ), um método menos burocrático do que a CLT e que possibilita uma remuneração maior.

Por outro lado, não há previsão para reposição de três dos 11 médicos que atuavam em Lajeado pelo Médicos pelo Brasil (MpB) e deixaram o município recentemente. Em entrevista ao Panorama, o secretário de Saúde, Cláudio Klein, observa que, tradicionalmente, nos primeiros meses do ano há baixas no quadro clínico. É um período em que os médicos saem para especialização, residência e para fazerem concursos, ele explica.

Klein conta que Lajeado tem, hoje, 44 médicos nominalmente contratados e atuantes nos postos do município. Eles têm contrato de 20, 28 e 40 horas. O secretário lembra que o município perdeu 328 horas médicas entre janeiro e maio. Conforme ele, a perda foi mais sentida em função do excesso de demanda por causa de surtos de covid-19 e dengue.

Apesar dos problemas, ele afirma que não há falta de médicos nos bairros. De acordo com Klein, a prefeitura faz remanejamentos internos para não deixar as unidades sem atendimento. O que há é menor carga horária em cada posto, admite.

Em um levantamento recente, o responsável pela área da saúde em Lajeado apurou que a média de espera no agendamento das consultas seja entre 25 e 30 dias. O máximo observado, de 45 dias, se deu por uma situação específica, pela falta de um profissional.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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