Por conta da falta de gavetas no Cemitério Municipal do Florestal, a Prefeitura de Lajeado vai locar espaços nas unidades particulares. Os corpos serão direcionados para o cemitério católico e evangélico, dependendo da orientação religiosa do falecido. Caberá à família arcar com a anuidade. A medida será adotada até que novas gavetas sejam construídas no ambiente público.

Restam apenas duas gavetas no Cemitério Municipal, que não serão utilizadas. De acordo com o servidor público Anoar Machado dos Santos, “elas serão mantidas para famílias que comprovarem carência financeira”, garante. Por conta da falta de espaço, a prefeitura realizou, em abril, a exumação de 126 corpos. A retirada foi motivo de polêmica, visto que parentes dizem não terem sido informados.

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Ainda em curso, a licitação para a construção de novas gavetas teve a primeira etapa nesta terça-feira (16), quando foram recebidas 12 propostas. Santos estima que as propostas sejam abertas em até cinco dias úteis. O início das obras é previsto para o mês de junho.

Conforme a parceria, firmada através da Secretaria Municipal do Trabalho, Habitação e Assistência Social (Sthas), será mantida a contribuição de R$ 656,18, que concede gaveta e lápide. O restante vai ser custeado pela prefeitura. As famílias que não concordarem terão a opção do Cemitério Municipal do Bairro Jardim do Cedro.

Comprovação

Ciente da negociação com a prefeitura, o presidente da Comunidade Católica, Vital Rezner, afirma que “serão cedidas gavetas apenas para as famílias católicas, o que será comprovado junto das comunidades. O sócio da igreja pode ficar tranquilo”. Para um enterro no cemitério católico, devem ser pagos R$ 1.950,00 – o que provocaria um custo de aproximadamente R$ 1,3 mil para a administração. A anuidade, que deverá ser paga pelas famílias, é de R$ 55 para as gavetas e de R$ 70 para os túmulos. Os valores da comunidade evangélica ainda não foram divulgados.

Exumação apenas no municipal

Por conta das exumações realizadas no cemitério municipal, contribuintes católicos têm procurado a administração para saber se o processo também será realizado no católico. Segundo Vital, “pelo menos 15 pessoas perguntam a cada dia”. O responsável garante que o processo não será realizado. “No cemitério católico não será mexido. Não há previsão de exumação no prazo de um ano”, afirma. A retirada é feita por inadimplência ou abandono da sepultura, mediante publicação na imprensa e envio de carta. NR

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