Prefeitura de Marques de Souza apresenta nova proposta para projeto de duplicação da BR-386

Município questiona via expressa com poucas possibilidades de retorno.


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Reunião ocorreu nesta sexta-feira para apresentar o projeto da duplicação proposto pela prefeitura de Marques de Souza (Foto: Caroline Silva)

Na tarde desta sexta-feira (5) a Prefeitura de Marques de Souza realizou uma reunião com líderes do município e imprensa para explanar suas principais reivindicações sobre o projeto de duplicação da BR-386 entre os municípios de Marques de Souza e Lajeado, apresentado pela concessionária CCR Via Sul.

O prefeito de Marques de Souza Fábio Alex Mertz, diz que a obra é bem-vinda e um sonho do município, mas existem grandes preocupações com o projeto que prevê a duplicação. “A preocupação da comunidade é grande porque o projeto veio pra nós há três semanas. Tivemos logo após uma reunião virtual, onde eles (CCR) explicaram o projeto, e nesse mesmo momento questionamos sobre os retornos enormes e comunidades isolados”, conta.

Segundo o prefeito, a preocupação maior é o trevo de acesso de Marques de Souza a Travesseiro. “Nossa preocupação principal é o trevo de acesso entre Marques de Souza e Travesseiro. Estamos tentando conversar com a CCR, mas nessa primeira apresentação eles deixaram muito claro que qualquer mudança deveria ser com a Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para buscar rever esse projeto. A gente acha que todas essas mudanças não vão onerar tanto o valor do projeto, mas sim atender principalmente o que diz respeito a segurança dos motoristas, e o acesso às localidades, já que algumas vão ficar isoladas”, observa.

Ele explica que caso não haja um consenso, podem entrar com uma ação no Ministério Público (MP). “Tentaremos essas conversas com a CCR e com a ANTT, e também há uma terceira opção a princípio se todas as outras não lograrem êxito, de junto ao Ministério Público buscarmos medidas para resolver o problema”, ressalta.

Conforme o engenheiro civil contratado da prefeitura, Samir Marques Battisti, o projeto foi imposto pela concessionária, sem dar chance da prefeitura se manifestar. “Analisando todo o projeto desde Marques de Souza até a divisa de Lajeado constatei problemas na segurança, que é o trevo de Marques de Souza, que não está previsto um retorno. Em consulta com CCR está previsto um retorno em 2026 e é muito tempo”, explica.

Outro problema, segundo o engenheiro, está na pouca possibilidade de retorno. “Outros pontos são a necessidade de mais dois retornos em níveis, porque de Marques de Souza até a divisa com Forquetinha há somente um retorno, então os lindeiros que tem moradia na rodovia de um lado e de outro vão ficar muito mal atendidos. E uma segunda ligação do trevo de Marques a Linha Tigrinha porque temos muitos produtores rurais que descem por essa estrada e esse acesso está interrompido nesse projeto da CCR”, comenta.

A obra deverá durar dois anos. Serão 12 quilômetros em Marques de Souza e 8,3 quilômetros na área do município de Lajeado. O início das obras está previsto a partir deste mês, com conclusão em dois anos, e inicia por Marques de Souza. Na segunda-feira (8) haverá uma reunião em Porto Alegre com representantes do governo municipal de Marques de Souza e representantes da CCR Via Sul.

Texto: Caroline Silva
jornalismo@independente.com.br

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