Prefeitura de Mato Leitão deverá decretar emergência por conta estiagem

O principal problema é com o milho que envolve 2,5 mil hectares cultivados para grão (45% de perda) e silagem (quebra de 30%), prejuízo que já atinge R$ 12,6 milhões


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Foto: Imprensa Prefeitura / Divulgação

Com perdas acima de R$ 12,6 milhões no setor primário, a prefeitura de Mato Leitão avalia a possibilidade de publicar um decreto de emergência diante da estiagem. Nesta terça-feira (21) começa oficialmente o verão e, diante das previsões de muito calor e pouca chuva, a situação deverá se agravar nos próximos meses. O prefeito Carlos Alberto Bohn reuniu representantes da Emater, Secretaria da Agricultura e Defesa Civil Municipal para avaliar o atual momento.

Os técnicos da Emater, Claudiomiro da Silva Oliveira (chefe do escritório local) e Rudinei Pinheiro Medeiros apresentaram relatório com os primeiros números do prejuízo financeiro em diversas culturas. O principal problema é com o milho que envolve 2,5 mil hectares cultivados para grão (45% de perda) e silagem (quebra de 30%), prejuízo que já atinge R$ 12,6 milhões. O alerta também na produção de leite com perdas nas pastagens e grande parte da silagem, ocasionado custos adicionais aos produtores e quebra de produção futura. As altas temperaturas ocasionam queda brusca de produção das vacas o que determina perda atual ao redor de 20% e constante por pelo menos 120 dias.

O prejuízo já está em R$ 791 mil. Preocupação também com a cultura da soja. “Atualmente pode-se afirmar que as perdas estão abaixo de 10%, mas com a falta de chuva, teremos quebra superior a 40% em breve”, destacou Claudiomiro Oliveira. O levantamento da Emater aponta que a estiagem neste momento afeta diretamente 469 famílias que trabalham com lavouras e criações. Participaram ainda da reunião o secretário da Agricultura e Meio Ambiente, João Carlos Machry, assessor de gabinete Evandro Lenhart e o coordenador da Defesa Civil, Gilberto Pfeifer.

Silos

“Para esta época é muito pedido”, disse o secretário João Carlos Machry ao comentar as inúmeras solicitações de máquinas para fechar silos nas propriedades rurais. Nos últimos dias recebi mais de 60 pedidos. Machry informa que também já recebeu pedido de transporte de água para matar a sede de animais.

Decreto

O prefeito Carlos Alberto Bohn confirmou a intenção de publicar um decreto de emergência nos próximos dias. Para tanto, representantes da Emater, secretarias da Agricultura e Meio Ambiente além da Defesa Civil trabalham no levantamento de dados em diversos setores. Para ser reconhecido pelo Estado e União, o decreto precisa preencher diversos critérios apontando problemas financeiros e sociais ocasionados pela estiagem.

Bohn ressaltou ainda a necessidade o envolvimento de toda a comunidade quanto ao uso racional da água, especialmente potável. “As redes hídricas atendem todo o município e, por enquanto, não registramos ainda problemas. Não podemos descuidar. É preciso a conscientização de todos e evitar desperdícios”, disse.

Perdas (dados de 16 de dezembro)

  • milho (grão): R$ 12,6 milhões
  • leite: R$ 791 mil
  • soja: R$ 540 mil
  • tabaco: R$ 405 mil
  • bovino corte: R$ 304 mil
  • pastagens: R$ 111 mil
  • verduras: R$ 99 mil

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