Prejuízos da enchente: “Parece que passou um furacão”, afirma prefeito de Roca Sales

"50% do nosso comércio ficou debaixo d'água", afirma Amilton Fontana. Na indústria, a perda deve superar os R$ 10 milhões.


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“Parece que passou um furacão. Só ontem (segunda-feira, 13) foram retiradas 300 cargas de entulho. É muita coisa, é muita sujeira, é muita perda. Praticamente 300 famílias perderam tudo. Não conseguiram salvar nada.” Assim o prefeito de Roca Sales, Amilton Fontana, descreve os prejuízos que a enchente do Rio Taquari, entre terça (7) e quinta-feira (9) da semana passada, causou no município.


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Roca Sales teve 400 famílias atingidas, totalizando cerca de duas mil pessoas, que perderam mobília e pertences. “Cada enchente tem a sua historia. E essa enchente foi uma enchente totalmente diferente. É uma enchente que veio muito rápido. As pessoas não conseguiram salvar quase nada de seus pertences. A água pegou muita gente de surpresa. Nunca se imaginava que poderia vir tanta água assim, que ia encher tanto o rio”, diz Fontana. Conforme ele, pelo menos 10 famílias perderam completamente suas casas, destruídas pela cheia. A Prefeitura de Roca Sales deve auxiliar com aluguel social.

Só na área industrial, a perda deve superar mais de R$ 10 milhões, Fontana calcula. “Todas as empresas perderam muito. O comércio perdeu muito também. Acredito que 50% do nosso comércio ficou debaixo d’água”, afirma o prefeito.

O gestor municipal diz vias e acessos à cidade terão que ser reconstruídos. “É muito prejuízo”, afirma. “Essa semana vai ser só para fazer limpeza e liberar o fluxo para que as pessoas possam voltar para as suas casas”, projeta.

Fontana diz que os alagamentos deixaram moradores do município ilhados em suas casas. “Para salvar as pessoas, só de barco, de caíco ou de jet ski”, descreve.

Segundo ele, não teve como salvar muita coisa de mobiliário das casas porque o nível de elevação do Rio Taquari foi acima do previsto. Fontana também notou resistência de moradores de deixar suas residências, apesar dos alertas. Para as próximas cheias, as pessoas que não querem sair terão que assinar documento pela negativa.

Fontana também ressalta a necessidade de equipar as Defesas Civis e possibilitar maior treinamento para situações como essa. Ele defende também maior interligação e compartilhamento de informações de forma mais ágil para a prestação de serviço.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br


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