Presidente americano acusa China de reter informação crucial sobre as origens do coronavírus

A comunidade de inteligência americana está dividida sobre se o primeiro caso foi causado por exposição natural a um animal infectado ou por um acidente de laboratório


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Foto: Ilustrativa / Pixabay

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, acusou na sexta-feira a China de reter “informação crucial” sobre as origens da pandemia de Covid-19, após ter acesso a um relatório de inteligência que não desvendou a questão do surgimento do vírus.

“Há informação crucial sobre as origens desta pandemia na República Popular da China, mas desde o início, as autoridades do governo chinês têm trabalhado para impedir que pesquisadores internacionais e membros da comunidade global de saúde pública tenham acesso a ela”, declarou Biden. “Até hoje, a República Popular da China continua a rejeitar os apelos por transparência e a reter informações, embora o número de vítimas desta pandemia continue aumentando”, acrescentou.

O relatório confidencial foi entregue na última terça-feira a Biden, que deu aos serviços de inteligência americanos 90 dias para “redobrar seus esforços” para explicar a origem da covid-19. Em reação, a embaixada da China em Washington acusou o serviço de inteligência americano de “manipulação política”.

A comunidade de inteligência americana continua dividida sobre se o primeiro caso foi causado por exposição natural a um animal infectado ou por um acidente de laboratório. Especificamente, quatro agências de inteligência americanas e o Conselho Nacional de Inteligência acreditam com “um baixo grau de confiança” que a hipótese animal é a mais “provável”.

Para justificar sua avaliação, os órgãos competentes contam em particular com “os muitos vetores de exposição a animais” que existem, bem como com a ignorância da China sobre a existência do vírus antes de seu aparecimento. “A comunidade de inteligência dos EUA acredita que as autoridades chinesas não tinham conhecimento prévio do vírus antes do início da epidemia”, diz o resumo.

No entanto, outra agência de inteligência considera com “um nível moderado de confiança” que a tese de um vazamento de laboratório é a mais plausível, “provavelmente” por meio de experimentos, manuseio de animais ou amostras do Instituto de Virologia de Wuhan”.

Fonte: AFP

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