Presidente da CIC-VT defende vacinação, testagem e monitoramento de casos: “Só confinamento não resolve”

“Temos que prezar pelo controle e pelo regramento”, argumenta Ivandro Rosa.


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Ivandro Rosa, presidente da CIC-VT (Foto: Rodrigo Gallas / Arquivo)

O presidente da Câmara de Indústria e Comércio do Vale do Taquari (CIC-VT), Ivandro Rosa, diz que “o comércio estando minimamente funcionando já é um alento”. Os comentários vêm ao analisar as restrições impostas pela classificação em bandeira preta para a região na 42ª semana do Modelo de Distanciamento Controlado do RS. “O que é muito frustrante e desesperador é ter um fechamento como ocorreu no final de março e início de abril”, destaca.

Para Rosa, “confinamento por confinamento não resolve”. “Tem que ter testagem e monitoramento das pessoas, e atendimento de quem precisa”, defende. “Temos que prezar pelo controle e pelo regramento. Nós não podemos pensar que só ficar em casa vai resolver. Gente, nós temos pessoas que ficaram o tempo todo em casa e se contaminaram. Então não é aí que vamos resolver. Nós temos que ter maior testagem e forçar a questão da vacina”, argumenta.

O dirigente pede maior comprometimento com as medidas de distanciamento social e higiente para enfrentar a pandemia de coronavírus, pois a região está muito exposta ao vírus, com casos crescendo e poucos leitos disponíveis. “Só com fiscalização a gente vai regrar essas atividades que não estão respeitando os decretos”, observa.

“Nós precisamos acelerar a vacinação das pessoas. Nós precisamos criar condições para que se dê a superação. Só que os mais jovens têm que entender que o vírus mudou. Hoje, grande parte das pessoas que estão hospitalizadas são de uma faixa etária bem menor do que no ano passado. O compromisso tem que ser coletivo”, ressalta.

O presidente da CIC-VT pede diálogo e construção coletiva na adoção de medidas para conter a expansão do coronavírus. Rosa reconhece que a limitação de horário de atendimento até às 20h limita bastante, “mas faz parte de um contexto”. “De forma geral, a gente tem que ter noção de que essa bandeira preta precisa ficar no nosso consciente, isso tem que ser pedagógico. O nosso estado de alerta tem que ser de bandeira preta”, afirma.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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