Presidente da Federação Gaúcha de Futebol avalia retorno da torcida na Arena Alviazul

Luciano Hocsman foi uma das cerca de 600 pessoas presentes no jogo entre Lajeadense e São Paulo de Rio Grande, na última quinta-feira (13)


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Foto: Divulgação / FGF

O presidente da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), Luciano Hocsman, foi uma das cerca de 600 pessoas presentes no jogo entre Lajeadense e São Paulo de Rio Grande. A partida, realizada na última quinta-feira (9), marcou o retorno da torcida Alviazul ao estádio após um ano e meio devido às restrições impostas pela pandemia de coronavírus. O placar ficou em 1×1. Em entrevista ao programa Panorama desta segunda-feira (13), o gestor da entidade gaúcha analisou os protocolos e o comportamento do público.


ouça a entrevista


 

Hocsman explica que a intenção de fechar os portões 30 minutos antes, foi fazer com que as pessoas cheguem mais cedo. “É pra não deixar acontecer o que a gente vinha vendo nos estádios, onde as pessoas deixavam para entrar, normalmente, faltando muito pouco tempo para começar a partida.” Já a proibição de alimentação na arquibancada leva em conta a necessidade do uso permanente da máscara neste local, justifica o gestor.

A limitação de 800 pessoas na casa do Lajeadense foi imposta para verificar as necessidades do clube. No entanto, o público presente foi menor, com cerca de 600 torcedores presentes. “Vimos que as pessoas acabaram se acumulando embaixo da cobertura, pois estava garoando em alguns momentos”, comenta e continua: “sugeri ao presidente do clube que nas próximas partidas possa se liberar o público na arquibancada do outro lado do campo”, comenta.

Hocsman salienta que, antes da partida, a comissão médica da FGF debateu as medidas a serem tomadas. “Fundamentalmente, a gente precisa da compreensão de todos. Talvez, neste início, a gente cometa alguns exageros, mas é preciso para realizar a análise e não termos mais retrocessos.”

Retorno da torcida em jogos do Brasileirão

A liberação de público aos estádios gaúchos foi divulgada no dia 1º de setembro, limitando a 40% da capacidade por setor e com limite de 2,5 mil pessoas. Além dos campeonatos do estado, a decisão abrange os jogos do Brasileirão. No entanto, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) precisa se manifestar positivamente pela autorização. As últimas manifestações da entidade indicam que um local só poderá contar com torcida, se em todos for possível.

Segundo Hocsman, uma reunião entre representantes dos clubes, Governo do Estado e FGF debaterá, entre outros assuntos, a possibilidade de um número maior de torcedores, conforme capacidade de cada estádio. Desde de março de 2020, quando a pandemia da covid-19 avançou no Rio Grande do Sul, Grêmio e Inter atuam sem torcedores nas arquibancadas em Porto Alegre.

Texto: Rodrigo Gallas
web@independente.com.br

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