Presidente da Sulpetro acredita em ajuste no mercado de combustíveis

“O mundo está retomando suas atividades e os países estão voltando a produzir petróleo em larga escala”, afirma João Carlos Dal’Aqua


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Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

“Temos um cenário bem complicado”, disse o presidente do Sindicato Intermunicipal do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes no Estado do Rio Grande do Sul (Sulpetro), João Carlos Dal’Aqua, sobre a realidade do comércio de combustíveis. Segundo ele, os valores dos combustíveis devem aumentar mais uma vez em novembro, em função de um residual da leitura anterior do ICMS que foi congelado.

O presidente da Sulpetro acredita em uma possível baixa do valor do barril do petróleo. Dal’Aqua lembra que a pandemia fez com que a procura por petróleo entrasse em colapso, inclusive, fechando em valor negativo. “O mundo está retomando suas atividades e os países estão voltando a produzir petróleo em larga escala, afirma João Carlos Dal’Aqua. “O mercado vai se ajustar na sequência”, estima.

Dal’Aqua observa que somente a situação de elevação do barril do petróleo, um problema que afeta o mundo todo, já seria uma adversidade natural para o Brasil. A desvalorização cambial, questões internas de tributação e poder econômico corroído, colaboram para os altos preços dos combustíveis.

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“O mercado funciona de maneira pressionada na ponta. O consumidor precisa entender a não colocar no posto sua mágoa”, afirma João Carlos. Na visão do dirigente sindical, nas horas de crise, o modelo tributário atual atinge essa dificuldade adicional.

Ao ser questionado sobre a medida de congelamento do ICMS, Dal’Aqua afirma que medida é um pleito nacional e poderá auxiliar a amenizar a elevação dos valores neste momento de dificuldades de custos e fornecimentos. “Precisava parar para não se tornar uma espiral sem fim”, conclui.

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