Presidente do STR diz que é necessária alternativa para o abate caso frigoríficos sejam fechados em Lajeado

Ministério Público de Lajeado deve pedir a interdição da Minuano e da BRF por 14 dias.


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Foto: Arquivo / Rádio Independente

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Lajeado, Lauro Baum, é preciso pensar em alternativas para o abate dos animais se os frigoríficos de Lajeado da Companhia Minuano e da BRF forem interditados em função da propagação do novo coronavírus. O pedido deve ser ajuizado pelo Ministério Público.


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“A cadeia de integração, para nós, é um orgulho muito grande porque nós temos na nossa região o ciclo fechado”, explica Baum, sobre a cadeia completa. “Aqui nós produzimos alimentos para vários países do mundo, tudo na nossa região, enquanto outras regiões fazem uma parte desse processo”, detalha.

“Nesse momento, tu começar a romper um elo dessa cadeia de integração vai dar um impacto incalculável”, afirma o presidente do STR, ao citar os ciclos de criação dos animais, o tempo de abate e as exigências contratuais de qualidade das carnes.

“É uma preocupação muito grande. A única forma de amenizar essa situação, se realmente chegar a esse ponto de fechar os dois frigoríficos, seria se pudesse transferir o abate para outros frigoríficos”, comenta Baum, ao lembrar dos abates programados.

Conforme dados de 2018, o Vale do Taquari teria capacidade de alojar 282 milhões de aves e frangos por ano. De suínos seriam 3,3 milhões. “Como você vai deixar esses animais 15 dias alojados lá? O que tu vai fazer? Racionar a ração? Impossível”, sustenta. O dirigente diz que pode ocorrer um canibalismo entre animais.

Lauro Baum destaca as integradoras devem busquem alternativa de abate com outros frigoríficos em um raio aproximado de 200 km. Se o rebanho tiver que ser sacrificado, “o produtor não tem como absolver esse prejuízo”, alerta o presidente do STR. “Vamos torcer para que o pior não aconteça”, destaca.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

2 Comentários

  1. MP não podem ver só por um lado. Precisam pensar em toda cadeia que será afetada se o fechamento das fábricas ocorrer. Nossos pequenos produtores e criadores serão muito prejudicados. Pq não apareceram antes pra ajudar a aparelhar hospitais ou ate mesmo exigir do governo a habilitação dos leitos de UTIs da região pra que recebam os recursos federais. Não pensam no povo, estão garantidos com seus altos salários.

  2. Se é tudo programado, por que as empresas não realizaram a redução da incubação dos ovos e alojamentos de pintinhos quando iniciou a pandemia? O primeiro caso de COVID 19 no Brasil ocorreu ainda em 26/02. Já era sabido que as restrições iriam ocorrer, no entanto as empresas não se programaram, agora estão falando que não tem como resolver o problema. Óbvio, a ação corretiva deveria ser tomada semanas atrás e não foi. O prejuízo das empresas multinacionais não deve ser postos como prioridade em detrimento da saúde da população.

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