Presídios masculino e feminino de Lajeado terão estrutura para o trabalho penitenciário

Proposta prevê a construção de fábrica, ateliê e padaria.


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Foto: Arquivo / Divulgação

Um projeto apresentado e estruturado de forma conjunta entre os órgãos de segurança pública irá possibilitar o trabalho penitenciário nos presídios masculino e feminino de Lajeado. A proposta prevê a construção de uma fábrica, um ateliê e uma padaria.

Conforme o secretário de Segurança Pública do município, Paulo Roberto Locatelli, uma estrutura de 175 m² será disponibilizada de forma anexa ao Presídio masculino de Lajeado. No local, vai ser montada uma fábrica, para possibilitar o trabalho dos apenados que integram o regime fechado. “Queremos fazer obras casadas, que a gente consiga atender a um serviço e também manter o pessoal ocupado. Por vezes a prefeitura precisa comprar cordão de calçada ou qualquer tipo de material. Então a ideia é que a própria fábrica do presídio produza isso e a administração adquira deles, ou então que alguma outra empresa possa contratar essa mão de obra penitenciária”, explica Locatelli.

Já no Presídio feminino da cidade, o projeto prevê a disponibilização de um ateliê de costura e de uma padaria. A ideia é que as detentas possam fabricar máscaras, jalecos, uniformes e aventais. Um acordo da Susepe com uma empresa terceirizada ainda deverá possibilitar que elas produzam os pães consumidos pelos apenados. Também não é descartada a possibilidade desses alimentos serem adquiridos pela Prefeitura Municipal. Conforme lembra o secretário, inúmeras máscaras produzidas dentro do sistema carcerário foram utilizadas por servidores da defesa civil durante as cheias que atingiram a região no início do mês de julho.

Paulo Locatelli, secretário de Segurança Pública de Lajeado (Foto: Tiago Silva / Arquivo)

“Nós pensamos que todos merecem uma oportunidade. Então queremos possibilitar que eles conheçam uma nova realidade. E nada melhor que oferecer um trabalho capaz de aumentar a dignidade e a autoestima dessa pessoa, para que ela veja como é importante aproveitar aquela situação”, pontua.

Atualmente, a administração municipal possui um termo de convênio o qual permite que 20 detentos trabalhem de forma remunerada na prefeitura, em mais diferentes funções. Além da remuneração eles também ganham remissão de um dia da pena a cada três dias trabalhados. “Com essa remuneração, ele consegue ajudar a família e ainda tem a questão educativa, que aprende uma nova função, para poder exercer quando sair”, defende Locatelli.

O secretário explica ainda que a quantidade de apenados trabalhando em cada estrutura vai depender da demanda, da capacidade de treinamentos e de avaliações da Susepe, que vai definir quais estão em condições de exercer este tipo de atividade. Ele lembra ainda que já são desenvolvidos projetos sociais, culturais e educacionais no interior das instituições prisionais.

“Se eles tem uma pena, que cumpram, mas nesse período toda a comunidade pode ajudar em um processo de ressocialização. Nós tivemos situações que deram errado, mas muitos exemplos que deram certo e as vezes os detentos até chegam a ser contratados quando passam para o regime aberto. Aumentando a condição intelectual, dando possibilidades de trabalhos, vamos melhorar a situação deles. Pode dar certo com dez e dar errado para outros 20, mas já vai valer a pena por esses dez que tivemos um resultado positivo”, conclui o secretário.

Texto: Artur Dullius
am950@independente.com.br

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