Preso homem suspeito de estar envolvido na morte de empresário teutoniense assassinado no Pará

Segundo o irmão de Raul Wolf, vítima havia descoberto um esquema de desvio milionário


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A Polícia Civil do Pará, por meio da Delegacia de Homicídios de Marabá (PA), deu mais um passo para elucidar a morte do empresário teutoniense Raul Alberto Wolf. A Operação Gambit, deflagrada na manhã desta sexta-feira (14), investiga as circunstâncias do homicídio ocorrido em 10 de novembro de 2019, no município de Marabá.

Com apoio da equipe da seccional de Polícia Civil de Marabá, Seccional de Polícia de Parauapebas (PA), além de agentes das Delegacias de Conflitos Agrários (Deca) de Marabá e Redenção (PA), foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária. As ações aconteceram nas cidade de Tucumã (PA) e Ourilândia do Norte (PA), na casa de um dos investigados, em residências, em uma empresa de contabilidade e nas dependências da Construtora e Britagem Milanos, da qual a vítima tinha parte.

Foto: Polícia Civil / Divulgação

De acordo com o delegado Tony Vargas, titular da Delegacia de Homicídios de Marabá, as investigações indicam que o crime teria sido motivado por ambições empresariais entre os sócios. Durante a operação foram apreendidos diversos documentos, aparelhos celulares, notebooks, drives externos e pen drives, que serão analisados e periciados, a fim de contribuir para a elucidação.

Na residência do contador da empresa foram encontradas munições de arma de fogo. Ele foi preso em flagrante posse irregular de arma e munições. As investigações prosseguem pelo prazo de 30 dias podendo ser prorrogado por mais 30 dias.

Foto: Arquivo pessoal

Sobre o crime

Wolf foi executado com tiros na nuca na garagem do hotel onde estava hospedado, no sudeste do Pará. Na época, ele tinha 48 anos, trabalhava como empresário no Rio Grande do Sul e estava em Marabá a negócios.

Segundo a polícia, a vítima estava em um hotel que fica no núcleo Nova Marabá. Por volta das 8h30, o empresário saiu para tomar café quando foi abordado por dois homens em uma moto que realizaram os disparos. Logo em seguida, os suspeitos fugiram.

Para o irmão da vítima, Carlos Edvino Wolf, o crime foi motivado por uma ganância financeira e é considerado uma queima de arquivo. Segundo ele, Raul havia descoberto desvios importante na empresa, que representam números na casa de sete a oito dígitos. Wolf também diz que existe uma quadrilha formada em cima disso, com o envolvimento de familiares.

“Antes de ser assassinado, ele teve uma conversa com meu pai e aí definiram que a pessoa presa hoje ia ser afastado do cargo de administrador da empresa. Além disso, alguns familiares também estavam se sentido lesados por meu pai ter vendido o maior patrimônio que ele tinha para o meu irmão”, explica.

Texto: Artur Dullius
am950@independente.com.br


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